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Brasil

COMPLEXO DO ALEMÃO

Megaoperação policial deixa 13 mortos no Rio

Participam da megaoperação 1.200 policiais civis e militares do Rio de Janeiro e 150 integrantes da Força Nacional de Segurança. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que foi um minucioso levantamento de inteligência


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28/06/2007 00:31

Ao lado de repórteres que cobrem a megaoperação, integrantes da Força Nacional de Segurança miram alvos no Complexo do Alemão(Foto: ANTONIO SCORZA/AFP)
Ao lado de repórteres que cobrem a megaoperação, integrantes da Força Nacional de Segurança miram alvos no Complexo do Alemão(Foto: ANTONIO SCORZA/AFP)

A megaoperação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, realizada ontem já deixou ao menos 13 mortos (no início da tarde, a informação dada pelas autoridades policiais era de 18 mortos, mas houve posterior retificação).

O detalhamento sobre a circunstâncias das mortes, a identificação das vítimas e o número de feridos não tinham sido divulgados até as 22 horas. A operação continuava. Estão envolvidos 1.200 policiais militares e civis do Estado e 150 da Força Nacional de Segurança. A justificativa para a operação é o cumprimento de mandados de prisão na região, além da apreensão de drogas e armas.

O complexo do Alemão está ocupado pela polícia desde o dia 2 de maio. A ação tinha como objetivo capturar os responsáveis pela morte dos soldados Marco Antônio Ribeiro Vieira e Marcos André Lopes da Silva, do 9º Batalhão, assassinados com mais de 30 tiros no dia 1º de maio.

Desde então, os tiroteios são freqüentes. Desde maio já morreram 25 pessoas. A violência na região também deixou crianças cerca de 5.000 crianças sem aulas. Por volta das 16h30, três blindados da Polícia Militar desceram com os primeiros corpos de traficantes da favela da Grota. Familiares e vizinhos de Bruno de Paula, de 20 anos, arrastaram o corpo dele envolvido em lençóis pela Rua Joaquim Queiróz até a entrada da favela. Eles iniciaram um protesto contra a polícia que terminou quando agentes lançaram gás-pimenta no grupo.

"Esse rapaz não era bandido", afirmou uma mulher que pediu para não ser identificada. Policiais Civis levaram o corpo para o Instituto Médico-Legal. À noite, a Secretaria de Segurança Pública divulgou a informação de que ele era traficante e teria morrido em confronto com policiais.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que foi um minucioso levantamento de inteligência que definiu como alvos da megaoperação no Alemão as localidades Areal, Chuveirinho e Matinha, classificadas por ele como "locais onde o Estado há muito tempo não ia".

Maria de Lourdes Alves, de 50 anos, afirmou que policiais estavam sendo violentos com moradores no interior da favela. "A gente sai de casa e não sabe se volta com vida. Eu estou sem almoço, porque depois do que vi de manhã quando saí de casa não tenho coragem de entrar na Grota até a polícia sair", declarou. (das agências de notícias)


DICAS ÚTEIS

O que fazer em caso de assalto no trânsito:

- Não tente fugir ou reagir. É muito comum outras pessoas estarem na cobertura

- Mantenha a calma

- Não faça gestos bruscos e avise quando for executar um movimento. Exemplo: "Vou pegar a carteira" ou "Vou soltar o cinto"

- Não discuta. Entregue ao criminoso o que ele exigir, assim o tempo do roubo será menor

- Evite brincadeiras ou conversas

- Não olhe diretamente para os marginais -isso é visto como uma ameaça

- Procure memorizar detalhes dos assaltantes, como fisionomia, modo, frases usadas, roupas, gírias, trajetos e locais visitados e veículos utilizados

- Ligue para a policia assim que possível e registre a ocorrência em uma delegacia


Fonte: "Manual de Auto Proteção do Cidadão", da Polícia Militar de São Paulo


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