Brasil
RH NEGATIVO
Exame evita riscos para gestante e bebê
Nova técnica desenvolvida pelo laboratório da RDO Diagnósticos Médicos diagnostica, mais cedo, a incompatibilidade entre os tipos sangüíneos da gestante e da criança. O exame indica doenças cardíacas e deficiências mentais que a criança poderá sofrer
09 Jun 2007 - 14h33min
Se a criança tiver herdado do pai do Rh negativo, a incompatibilidade pode trazer riscos à sua saúde. O risco aumenta caso seja a segunda gestação da mãe. Quando ocorre a incompatibilidade, o sistema imunológico cria anticorpos para atacar as células sangüíneas do feto responsáveis pelo transporte de oxigênio pelo corpo. O dano mais comum é a chamada "Doença Hemolítica do Recém Nascido", que provoca inchaço no fígado e baço e até anemia severa, em casos mais graves. A criança pode sofrer, também, deficiência mental e insuficiência cardíaca. Dependendo da doença, a transfusão de sangue do feto é a única forma de garantir sua sobrevivência. Para avaliar antecipadamente a saúde da criança, geneticistas destacam a importância do acompanhamento pré-natal.
Antes da descoberta, a única forma de detectar a incompatibilidade era por meio da medição periódica de anticorpos contra o fator Rh. Caso a produção estiver em curva ascendete, é concluído que o Rh da mãe e do filho são distintos. A retirada de sangue do feto, método que, em 2% dos casos provoca abortamento, também detecta o fator Rh, mas só deve ser realizada quando já há evidência de comprometimento fetal em função da incompatibilidade.
Sem o exame para detectar o Rh do bebê, as mães portadoras de Rh negativo são aconselhadas a tomar, por precaução, uma injeção para neutralizar os anticorpos anti-Rh. A primeira dose é tomada na 28º semana da gestação e a segunda após o nascimento do bebê. Quando acontecem imprevistos, como hemorragias, recomenda-se outra dose da injeção. Os custos podem chegar a R$ 2 mil. Já para diagnosticar disfunções genéticas, como síndrome de Down, instituições estudam exame que poderá ser feito a partir da décima semana de gestação. A previsão é de que, até o final do ano, o método esteja pronto. (das agências de notícias)
FIQUE POR DENTRO
Se eu sou Rh negativo, qual é a chance de meu filho ser Rh positivo?
Para que o filho seja Rh positivo, é necessário que o pai tenha o fator Rh positivo. Nesse caso, as chances varia entre 2% e 3%, segundo o ginecologista Sang Choon Cha.
Se eu tenho incompatibilidade de Rh com meu filho, ele necessariamente terá problemas de saúde?
Não, mas será preciso fazer um acompanhamento pré-natal mais cuidadoso. Em caso de incompatibilidade, uma injeção para neutralizar os anticorpos que agem contra o feto pode ser indicada punção, o médico pode indicar nova dose.
O problema é maior na primeira ou segunda gravidez?
- Na segunda, pois o corpo materno já teve tempo de desenvolver anticorpos suficientes contra o positivo do feto. Na primeira gravidez, porém, uma hemorragia na placenta, comum na gestação, pode provocar uma reação mais forte do sistema imunológico da mãe.
Caso meu segundo filho seja Rh negativo, também haverá incompatibilidade?
Não. Se a mãe for portadora de Rh negativo e o filho também, a gravidez ocorrerá mais tranqüilamente.
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