Publicidade

Jornal O POVO Leia o Jornal de Hoje


Brasil

BOLSA FAMÍLIA

Aluno aprovado pode ter prêmio

O montante do prêmio a ser concedido ainda vai ser definido. Mas a expectativa é de que seja de R$ 204,00. O Prêmio Aprovação substituiria a idéia de formar uma poupança para o estudante, que poderia sacar o valor no término do segundo grau


Diminuir a fonte do texto Aumentar a fonte do texto

19/05/2007 01:15

PATRUS ANANIAS (à direita), ministro do desenvolvimento social: premiação equivaleria a um ano de benefício(Foto: AGÊNCIA BRASIL)
PATRUS ANANIAS (à direita), ministro do desenvolvimento social: premiação equivaleria a um ano de benefício(Foto: AGÊNCIA BRASIL)

A premiação de jovens de famílias atendidas pelo programa Bolsa Família que passarem de ano está sendo estudada em Brasília pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Os jovens que freqüentam da quinta à oitava séries receberiam ao final de cada ano um valor em dinheiro. O montante ainda está indefinido, mas a expectativa é de que seja R$ 204,00.

A quantia equivale a um ano de benefício variável do Bolsa Família, que hoje é de R$ 15,00. Mas, em breve, deve ser reajustado para R$ 17,00. É o que informou ontem a secretária nacional de Renda e Cidadania do MDS, Rosani Cunha. O Prêmio Aprovação substituiria a idéia de formar uma poupança para o aluno, que poderia ser sacada ao final do segundo grau.

De acordo com Rosani Cunha, a experiência internacional mostra que é mais eficaz que o prêmio seja concedido ano a ano. "Se quisermos estimular a criança a continuar na escola, o mais adequado é que o benefício seja feito a cada ano e não só depois que ela concluir o ensino. A experiência internacional mostra que a poupança não reduz a evasão. Nossa avaliação é de que os adolescentes de famílias mais pobres não têm essa perspectiva de longo prazo", disse.

Rosani destacou que a premiação em dinheiro "só é viável se for articulada a premiação criança com uma estratégia relevante de apoio melhoria da qualidade da educação". Segundo ela, inicialmente, estuda-se alcançar os jovens do ensino fundamental. Mas, a intenção é ampliar o alcance.

A poupança para premiar os alunos chegou a ser estudada no chamado PAC da Educação. Mas ficou de fora do plano para ser incluído no PAC Social. Uma avaliação do Bolsa Família mostra que o aumento de renda dos beneficiários leva a gastos maiores com alimentação.

As despesas com educação e a freqüência escolar também são maiores quando comparadas com famílias fora do programa. As famílias contempladas, com renda mensal de até R$ 50,00 por pessoa, consideradas em situação de extrema pobreza, gastam R$ 388,00 a mais por ano na compra de alimentos do que as que estão excluídas.

Da mesma forma, aquelas em situação de pobreza, as que têm renda mensal de até R$ 100,00 por pessoa, desembolsam R$ 278,00 a mais com alimentação por ano. Na educação, os gastos das famílias em situação de pobreza são cerca de R$ 30,00 maiores. No caso das que vivem na extrema pobreza, o valor foi considerado não significativo pela pesquisa.

As crianças de famílias que têm o Bolsa Família freqüentam mais a escola do que as que não têm. Para essas, a evasão escolar é 1,8 ponto percentual maior. Mas, o índice de repetência escolar das criança atendidas pelo programa é maior. A explicação é que com menos evasão (para receber o Bolsa Família é aferido o índice de freqüência escolar), as crianças permanecem mais na escola, mas com um histórico de baixa qualidade de ensino. (das agências de notícias)


Comente esta Notícia

Clique aqui para comentar



Adicionar O POVO como Página Inicial · Adicionar O POVO aos Favoritos · Política de privacidade · Assine · Publicidade · Contato