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DENUNCIADO

Procurador assegura que ministro praticou crime

Antonio Fernando de Souza pediu ao Supremo que decretasse a prisão preventiva dos 25 investigados que foram presos no dia 13, na Operação Furacão. Os 21 acusados de participar da máfia dos jogos ilegais devem ser transferidos para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande


24 Abr 2007 - 01h57min

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ANTONIO FERNANDO de Souza tem convicção dos delitos (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr)
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou ter certeza de que o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), praticou um crime e que precisa ser condenado. Investigado pela Operação Furacão, Medina não foi preso. "A convicção é que essas pessoas contra as quais eu ofereci denúncia realmente cometeram delitos", declarou Souza, no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

O procurador pediu ao relator do inquérito no STF, ministro Cezar Peluso, que decretasse a prisão preventiva dos 25 investigados que foram presos no dia 13. Além deles, o procurador-geral requisitou a prisão do ministro do STJ. Na denúncia encaminhada na sexta-feira (20) ao STF, Souza sustenta que o grupo de magistrados praticou entre outros crimes, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Peluso negou a prisão de Medina, mas determinou o desmembramento dos processos. Medina foi denunciado por Souza como envolvido com o esquema de venda de sentenças judiciais em benefício de empresários do setor de caça-níqueis. Ele é acusado de receber R$ 1 milhão para conceder uma liminar liberando 900 máquinas de caça-níquel. Seu irmão Virgílio, um dos detidos pela Polícia Federal, é apontado como intermediário da operação.

Os 21 acusados de participar da máfia dos jogos ilegais presos na Polícia Federal (PF), em Brasília, devem ser transferidos para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS). A transferência ocorrerá depois de eles prestarem depoimento na quinta-feira, no Rio. A apuração da venda de sentenças judiciais em benefício de proprietários de máquinas caça-níqueis foi dividida em duas frentes: o STF tratará de Medina e de três outros juízes e um procurador no esquema.

O caso dos demais envolvidos, entre bicheiros, empresários e policiais, ficará com a 6ª Vara de Justiça Federal do Rio. (das agências de notícias)

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