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INVESTIGAÇÕES

Jovens teriam tramado morte via web

A trama foi descoberta por meio de uma denúncia anônima. Depois disso, os agentes começaram a monitorar as conversas dos quatro jovens, incluindo um menor de idade, por meio da Internet. Nas investigações, foi descoberto um revólver e numa foto, os jovens cheiravam cocaína


11 Abr 2007 - 02h20min

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Quatro jovens brasilienses de classe média são acusados de planejar, pela Internet, a morte de um garoto de 17 anos. Segundo a Polícia, o crime só não chegou a se concretizar graças a uma denúncia anônima à 1ª Delegacia de Polícia da Asa Sul, em Brasília. Após a denúncia, os agentes começaram a monitorar as conversas dos quatro jovens, entre os quais, um menor de idade, pelo MSN (sistema de mensagens instantâneas pela Internet).

"O monitoramento foi feito para ver se a denúncia tinha fundamento e descobrimos, por meio de uma foto, que um dos rapazes tinha uma arma", explicou a delegada titular Suzana Machado. "Assim, pedi ao juiz um mandado de busca e apreensão na casa dos envolvidos", acrescentou.

Na busca, a Polícia encontrou diversas fotos, entre as quais uma em que os jovens cheiravam cocaína e outra em que apontavam um revólver, dentro de um carro. Uma das frases encontradas era: "A gente já esquematizou. Vamos mandar a galerinha aqui matar ele e jogar no Santo Antônio (rio no entorno de Brasília). Para fazer o mal tem que ter a manha, velho. Cabeça fria".

"A quantidade de droga não é suficiente para ser tratada como tráfico, mas eles compraram de alguém e isso nós vamos investigar", disse a delegada. O planejamento do crime, segundo a Polícia, começou a ser feito após os dois menores de idade se desentenderem por causa de uma ex-namorada do jovem, que seria o alvo do homicídio, em fevereiro deste ano.

Os cinco rapazes chegaram a se encontrar duas vezes após o desentendimento. Na primeira delas, os quatro chegaram a ameaçar o jovem. Segundo a Polícia, teriam inclusive mostrado a arma ao garoto. No segundo encontro, porém, conforme o rapaz ameaçado, eles teriam chegado a um acordo.

Os três maiores de idade, cujo os nomes não foram divulgados pela Polícia, dividem um apartamento em um bairro nobre de Brasília. O rapaz de 17 anos mora com os pais. Os quatro prestaram depoimento na semana passada.

Inicialmente, eles disseram à Polícia que a arma que aparece nas fotos era de brinquedo. Mas depois admitiram que se tratava de um revólver de verdade e que pertencia ao vigia do Cemitério Campo da Esperança, Franklin José de Sousa, 36 anos. Segundo a delegada, o vigia já está preso.

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