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Após desastre, Serra anuncia inspeção

Segundo o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), as obras em outros pontos não serão embargadas, e a estação Pinheiros será retomada logo após o fim das buscas por desaparecidos. Na sexta-feira, foi encontrada a sexta vítima. A construção está provocando rachaduras em casas próximas. Desde que foi para o centro das atenções da mídia nacional, a cratera virou local de peregrinação de políticos


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20/01/2007 14:02

Uma semana após o acidente que provocou a morte de pelo menos seis pessoas nas obras da estação Pinheiros, na cidade de São Paulo, o governador do Estado, José Serra (PSDB) disse neste final de semana, que a diretoria do Metrô determinou que o Consórcio Via Amarela realize uma inspeção e reforce a segurança em todas as obras da linha 4-amarela (Vila Sônia-Luz).

"[A linha 4] É uma obra que é fundamental para a cidade. Vamos fazer isso dentro de padrões reforçados de segurança", disse o governador, completando que a ordem de vistoria já teria sido dada há "uns dois dias". Serra não detalhou que tipo de medida deve ser tomada pelo consórcio. O consórcio optou por não comentar as declarações do governador.

Já houve 11 acidentes na linha, que deixaram sete mortos, segundo o Sindicato dos Metroviários. Um deles, um operário, morreu após deslizamento de terra em abril do ano passado, nas obras da futura estação Oscar Freire.

Na quinta-feira, o jornal Folha de S. Paulo mostrou que as obras estão provocando rachaduras em casas próximas de praticamente todas as estações em construção. Na véspera do acidente, haviam surgido fissuras ao redor do poço da estação Pinheiros, local do desabamento.

Serra afirmou ainda que as obras nos outros pontos da linha amarela não serão embargadas, mas que a retomada da estação Pinheiros só vai ocorrer quando terminarem as buscas por desaparecidos.

Com exceção do local onde houve o acidente, a construção do restante da linha, de 12,8 km, continua normalmente. "[A retomada] depende das buscas, porque não pode ser retomado nada sem completar as buscas, sem se chegar a uma conclusão a esse respeito, afirmou o governador.

Foi identificada a sexta vítima do acidente, o funcionário público Marcio Rodrigues Alambert, 31. Ele estava no microônibus que foi engolido pela cratera aberta no local. Os bombeiros também retiraram do buraco, por volta das 4h, o que restou do veículo.

Ainda existe a suspeita de que mais uma pessoa, o office-boy Cícero Augustino da Silva, 58, que está desaparecido, esteja entre os escombros. Porém, as buscas foram suspensas.

Centro das atenções da mídia nacional, o local da tragédia se transformou em local de peregrinação de políticos nos últimos dias. O canteiro de obras, na Zona Norte, recebeu a visita de pelo menos 12 senadores, deputados federais e estaduais e vereadores. Quase todos prometeram fiscalizar as investigações sobre o caso.

Um dos políticos presentes foi o senador Romeu Tuma (PFL), designado pelo presidente da comissão permanente de Assuntos Econômicos do Senado, senador Luiz Otávio (PMDB), para acompanhar as investigações. Tuma é vice-presidente da mesma comissão, e a designação ocorreu a despeito do recesso do Senado. (da Folhapress)

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