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METRÔ DE SP

Motorista é resgatado e advogada sepultada

Foi resgatado no canteiro de obras o corpo do motorista de caminhão Francisco Sabino Torres. No sepultado da advogada Valéria Marmit, compareceram, além de familiares e amigos, o prefeito e o governador


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18/01/2007 02:10

JULIANA (d) chora a morte da mãe, a advogada Valéria Marmit (Foto: Vidal Cavalcante/AE)
JULIANA (d) chora a morte da mãe, a advogada Valéria Marmit (Foto: Vidal Cavalcante/AE)

Eram 5h40 de ontem quando uma viatura do Instituto Médico-Legal (IML) chegou à cratera pela entrada da Marginal Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Funcionários do consórcio fecharam a entrada com tapumes e estacionaram uma Kombi para tentar impedir o registro de imagens. Às 6h30, o carro do IML deixou o local.

Dentro estava o corpo do motorista de caminhão Francisco Sabino Torres, 47, que trabalhava para o Consórcio Via Amarela e, segundo um irmão, morreu porque voltou ao veículo para retirar documentos após ouvir o primeiro estrondo. Depois do resgate do motorista, os bombeiros se concentraram na van.

Às 16h30min, fizeram a primeira tentativa de puxá-la, usando um cabo de aço preso a uma retroescavadeira. Às 20 horas, três retroescavadeiras, 10 operários, 18 bombeiros e uma equipe de engenheiros trabalhavam na retirada do veículo. Dentro dela, segundo o capitão Mauro Lopes, esperavam encontrar outras três vítimas. Terminado esse trabalho, os cães farejadores devem ser soltos na área dos escombros. Se ninguém for encontrado, o resgate deve terminar.

Durante o dia, o bispo dom Pedro Luiz Stringhini, representante da Arquidiocese de São Paulo e responsável pelas pastorais sociais da cidade, realizou uma oração ecumênica na tenda onde parentes das vítimas esperam por notícias. Horas depois, um pastor da Assembléia de Deus conduziu preces.

Cerca de 150 pessoas acompanharam ontem o enterro da advogada Valéria Alves Marmit, 37, segunda vítima resgatada do deslizamento das obras da Estação Pinheiros. Estiveram presentes ao sepultamento, no cemitério de Carapicuíba, na Grande São Paulo, o governador José Serra (PSDB) e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL).

Durante o enterro os três filhos de Valéria, Juliana Alves Santos, 17, e os gêmeos Guilherme e Edgard, 11, além de familiares e colegas de faculdade, choravam muito. O sepultamento foi pago pelo Consórcio Via Amarela, que executa as obras da linha quatro. A advogada era carioca, foi criada em Aracaju (SE) pela avó, Maria Batista, 83, e ainda pequena foi para São Paulo. Na sexta-feira, 12, estava no microônibus que foi tragado na Rua Capri.

Serra confirmou que o metrô suspendeu os pagamentos ao Consórcio Via Amarela, integrado por várias empreiteiras que constroem a linha do metrô. O governador atribuiu a medida a uma inviabilidade técnica de fazer a medição do trecho que desabou. (das agências de notícias)

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