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Governo investirá mais na segurança

Dilma Rousseff defendeu uma ação articulada entre diferentes órgãos do governo para enfrentar a violência e o terrorismo do crime organizado. Dois policiais foram mortos ontem no Rio numa saída da Linha Amarela


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11/01/2007 01:57

DILMA QUER parcerias(Foto: FÁBIO POZEBBOM/ABr)
DILMA QUER parcerias(Foto: FÁBIO POZEBBOM/ABr)

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem em Brasília, que o Governo federal vai ampliar os recursos destinados à segurança pública. Ao comentar a reunião de governadores de estados do Sudeste, realizada terça-feira no Rio, onde o governo foi criticado pela redução dos recursos previstos no Orçamento de 2007 para a área, a ministra disse que há interesse em um programa para a segurança com parcerias estaduais.

Além de criticarem o Governo federal, os governadores pediram o aumento do número de agentes das polícias Federal e Rodoviária Federal nos estados e o maior envolvimento das Forças Armadas na repressão ao tráfico de armas nas fronteiras nacionais.

Dilma defendeu ainda uma "ação concertada" dos diferentes órgãos de governo para enfrentar a violência urbana e o "terrorismo promovido pelo crime organizado". Para a ministra, deve haver uma intensificação das ações na área de inteligência para combater o crime organizado.

Dois policiais foram assassinados a tiros quando passavam na rua 2 de Fevereiro, no Engenho de Dentro, Rio, próximo à saída 2 da Linha Amarela. O cabo Alexandre Viveiros de Souza, lotado no Batalhão da Tijuca, e o policial civil Paulo Rodrigues dos Santos Filho estavam num Fiat Palio, quando foram abordados por um motociclista, que disparou contra os dois. Eles morreram no local. O caso está sendo investigado pela 26ª Delegacia de Polícia.

Em Realengo, Zona Oeste da cidade, uma pessoa morreu e três crianças ficaram levemente feridas num tiroteio entre criminosos e a Polícia, na favela Fumacê. O comandante do 14.º Batalhão, coronel Paulo César Lopes, informou que policiais fizeram operação para combater o tráfico de drogas. Segundo ele, o homem morto é um traficante, de quem a Polícia apreendeu um fuzil e drogas. As crianças foram levadas para o Hospital Albert Schweitzer.

A chance de um morador do Rio ser morto em confronto com a Polícia é uma das mais elevadas dos País. Até setembro, conforme levantamento feito pelo Estado com base em estatísticas oficiais, a média foi de uma morte a cada 16,6 prisões. Em São Paulo, alvo de três ondas de ataques do crime organizado em 2006, a proporção foi de uma morte em 151,2 prisões no mesmo período. (das agências de notícias)

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