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Cabral Filho propõe que militares auxiliem Polícia

A proposta é que os militares patrulhem o entorno das guarnições, dando à população sensação maior de segurança, enquanto as polícias priorizarão as áreas críticas. Ele definiu a ação como complemento ao trabalho policial


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03/01/2007 01:49

GOVERNADOR Sérgio Cabral (d) ao lado do secretário de Segurança José Mariano Beltrame (Foto: Wilton Júnior/AE)
GOVERNADOR Sérgio Cabral (d) ao lado do secretário de Segurança José Mariano Beltrame (Foto: Wilton Júnior/AE)

O novo governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), propôs ontem que tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica patrulhem o entorno de suas guarnições. A medida, segundo ele, dará à população sensação maior de segurança, pois verá ruas e praças patrulhadas por militares, e permitirá que as polícias Militar e Civil priorizem áreas críticas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Cabral, 43, anunciou que já conversou com o comando das três Forças Armadas. Afirmou que pretende nesta semana voltar a se reunir com eles para definir de que forma Exército, Marinha e Aeronáutica poderão ajudá-lo a enfrentar a criminalidade. Ele definiu a ação como um complemento ao trabalho policial.

O Rio é o Estado com mais militares no País. Dos 170 mil profissionais do Exército, 30% (51 mil) vivem no Rio, segundo o estudo Os Militares e o Espaço Urbano do Rio de Janeiro, do professor Nelson da Nóbrega Fernandes, do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O levantamento indica ainda que 70% (31.500) do contingente da Marinha, que é de cerca de 45 mil profissionais, mora no Rio. Dos efetivos de 30 mil profissionais da Aeronáutica, 30% (9.000) estão no Estado.

O governador participou das posses do secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame; do chefe da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro; e do comandante da PM, coronel Ubiratan Ângelo. Em discursos, disse que "qualquer ação de bandidos é terrorista. O conflito, a ousadia, o abuso da bandidagem chegou a níveis absolutamente intoleráveis. Não podemos aceitar. Bandido tem de ter medo de Polícia".

Ele também disse que, neste mês, PMs de Copacabana e ilha do Governador que atuarem na folga receberão mais R$ 700,00, pagos pela Prefeitura carioca. O acerto está sendo finalizado. Cabral comentou a conversa que teve segunda-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "O presidente está convencido e muito preocupado. Acha que as barbáries do Rio e São Paulo demonstram e, a meu ver, ele está coberto de razão, que temos de endurecer a lei penal. Não dá! Que tratamento se dá a um sujeito que incendeia um ônibus e mata inocentes? Defendo legislação dura".

O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, terá reuniões hoje para fechar o plano integrado antiviolência, além do envio ao Rio da Força Nacional de Segurança Pública. "Não adianta botar homens na rua para ficar batendo cabeça. O fundamental é ter planejamento, ação integrada, constante, não só em reação (a ataques pontuais). Quanto mais rápido melhor" - disse o governador do Rio. Até o dia 15, o Governo federal deve liberar R$ 19 milhões para equipamentos e serviços de inteligência da PF no Rio. (da Folhapress)

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