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Três explosões sacodem quartel da PM paulista

As detonações ocorreram quando um sargento periciava uma bomba no depósito de explosivos do Gate da PM em São Paulo. Sem roupa adequada, ele teve o corpo dilacerado. Quatro militares ficaram feridos


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03/01/2007 01:49

POLICIAIS militares examinam o local das três explosões em Vila Maria (Foto: Liliam Rana/AE)
POLICIAIS militares examinam o local das três explosões em Vila Maria (Foto: Liliam Rana/AE)

Três explosões estremeceram ontem de manhã as redondezas do 3º Batalhão de Choque da Polícia Militar, em frente da Febem Vila Maria, na Zona Norte de São Paulo. Um sargento morreu e seis pessoas ficaram feridas. Estrondos foram ouvidos num raio de um quilômetro. Vidros de casas e empresas espatifaram-se, portões foram arrebentados e telhados cederam. A fumaça em forma de cogumelo invadiu a pista local da avenida marginal do Tietê, assustando motoristas e vizinhos.

Com armas em punho, policiais procuravam descobrir de onde vinha o ataque. Muitos acreditavam em atentado da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O mesmo diziam moradores. As detonações foram um incidente, segundo a PM, quando o sargento José Alberto Mini, de 36 anos, periciava um artefato no depósito de explosivos do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).

Sozinho e sem roupa adequada, teve o corpo dilacerado. Um buraco de um metro de profundidade foi aberto no solo, o teto do depósito acabou destruído e 16 viaturas foram danificadas no pátio. Um microônibus com cartuchos, submetralhadora, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo pegou fogo.

Outros quatro policiais, os soldados Roberto da Silva Lopes, Júlio César dos Santos e Édson Ricardo da Silva, e o cabo Francisco Cardoso Filho, que transitavam pelo pátio, e o agente da Febem Ronaldo César Donadio foram atingidos por estilhaços. A PM Marisa do Nascimento, grávida, teve de ser socorrida. Todos passam bem.

Bombeiros isolaram a área com água e espuma. O trânsito foi interditado na pista local da marginal, sentido bairro da Lapa, provocando cinco quilômetros de congestionamento. A Polícia Militar não soube dizer o tipo de bomba que o sargento periciava. Pode ser uma das três últimas apreendidas pela PM, na Estação Ana Rosa do Metrô, num trem da CPTM e na Estação Júlio Prestes.

A suspeita de uma bomba fez o metrô fechar a estação Trianon-Masp da Linha Verde ontem entre as 14h30min e as 15h15min. Funcionários suspeitaram que um pacote deixado dentro de uma lixeira da plataforma sentido Imigrantes continha explosivos e chamaram o esquadrão antibombas da Polícia Civil. A estação foi esvaziada e, por pouco, não se interditou também a avenida Paulista. No final, policiais descobriram que o pacote continha, na verdade, cachos de banana. (das agências de notícias)

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