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Brasil

Overbooking precisa ser regulamentado


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29/12/2006 02:07


O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse ontem que a prática de overbooking deveria ser regulamentada no País. "Quando não se estabelecem limites, os limites acabam sendo estabelecidos por quem interessa. Isso precisa ser corrigido", afirmou Pereira em Brasília, ao chegar à sede do Ministério da Defesa, para participar de reunião convocada por Waldir Pires para discussão sobre a crise no setor aéreo.

Um dia depois de passageiros vítimas de overbooking invadirem a pista do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), outro grupo de clientes da TAM sofreu ontem com o mesmo problema. A dificuldade desta vez ocorreu com o avião que sairia às 9h30min de Cumbica para Natal.

O empresário Ronaldo Issa, que estava com mais sete pessoas, foi um dos prejudicados. O vôo dele ficou remarcado para as 22 horas. "Eles acham que somos palhaços", reclamou. A companhia confirmou que faltavam poltronas para todos os passageiros. Acrescentou que aqueles que sofreram com o overbooking foram acomodados em um hotel, havendo alimentação.

No restante do dia, o aeroporto teve um dia de relativa tranqüilidade. Dos 90 vôos previstos para partirem de Guarulhos, 23 saíram com atraso superior a uma hora e seis foram cancelados. Condição parecida ocorreu em Congonhas, na capital paulista, onde apenas 10 dos 89 aviões sofreram atraso e nenhum vôo foi cancelado.

A proibição de fretamento de vôos charters é uma tragédia para Pernambuco e para o Nordeste. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - Seção de Pernambuco (ABIH-PE), José Otávio Meira Lins. Ele argumentou que 53% do fluxo turístico do Estado é procedente do território paulista e a maior parte desses turistas chega a Pernambuco em vôos fretados.

A medida, segundo José Otávio, é descabida e insana. Para ele, o ministro, ao invés de solucionar um problema, está criando outro. Ele destacou que o apagão aéreo já provocou o cancelamento de 20% das reservas hoteleiras no Estado.
José Otávio espera que Pires volte atrás da decisão. Mas, independente do que vier a acontecer, a ABIH-PE já decidiu que entrará com uma ação civil pública contra o Governo federal provavelmente em fevereiro, quando buscará, na Justiça, indenização para as perdas provocadas pela crise aérea. (das agências)

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