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Brasil

EMERGÊNCIA

Empresas aéreas estão sob intervenção branca

Iuri Dantas
da Folhapress

Denominada de plano de emergência, a intervenção branca envolve a redução de 20% na venda de passagens aéreas, impedindo ainda cancelamentos e remanejamentos de vôos. A TAM deverá dispor de 10 aeronaves de sobreaviso e a Gol, duas. Uso de aeronaves da FAB na aviação civil, por enquanto, está descartado


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29/12/2006 02:07



O Governo federal anunciou ontem à noite uma intervenção branca nas companhias aéreas para impedir novos problemas nos aeroportos durante o Réveillon. A venda de passagens está limitada, os cancelamentos e remanejamentos de vôos foram suspensos e as empresas deverão manter aeronaves de passageiros e tripulações de reserva para eventuais problemas.

A decisão foi tomada em reunião de três horas entre dirigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério da Defesa e outros órgãos ligados ao setor. A intervenção branca foi denominada de plano de emergência e dura até o dia 2 de janeiro, segundo informou em Brasília o ministro da Defesa, Waldir Pires.

Desde a semana passada, técnicos da Anac analisam cada rota e cada aeronave prevista para operar nestes dias. A agência determinou a redução de 20% na venda de passagens. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) evitou comentar as medidas.

Segundo o plano de emergência, a TAM deverá dispor de 10 aeronaves de sobreaviso, cinco durante todo o tempo e outras cinco em horários de pico. A Gol deixará duas aeronaves paradas. E as demais também terão reservas, cuja quantidade não foi divulgada. Além de usar as aeronaves em vôos que apresentem problemas, as companhias também poderão ceder os aviões para as concorrentes em caso de necessidade.

O uso de aviões reserva pelas companhias afasta, pelo menos por enquanto, o embarque em aparelhos da Força Aérea Brasileira (FAB), como ocorreu durante o Natal. Segundo Pires, as aeronaves militares devem ser usadas apenas em casos excepcionais. Cada aeroplano reservada pelas companhias precisará ter tripulação pronta para partir.

Sem dar detalhes, o governo anunciou a tentativa de melhorar o atendimento aos passageiros. A Anac e empresas querem usar guichês da Varig ainda congelados por decisão judicial. O chefe do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Paulo Hortêncio, declarou esperar tranqüilidade durante a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1º de janeiro.

Caso ocorra algum problema meteorológico ou de equipamentos, os controladores foram orientados a priorizar o tráfego em direção a Brasília. O presidente da Anac, Milton Zuanazzi, disse que a agência suspendeu quarta-feira a auditoria na TAM e só divulgará na semana que vem os motivos do caos ocorrido durante o Natal.


O QUEB> FAZER

- Para evitar, reserve seu assento e chegue com 1 hora de antecedência
- Em caso de overbooking, procure o supervisor da companhia. Pela lei, ela deve acomodá-lo em outro vôo em até 4 horas
- Caso isso não ocorra, a empresa deve providenciar transporte, refeições, hotel etc.
- O passageiro também pode optar por reembolso
- Se a empresa não oferecer facilidades ao passageiro ou se ele não quiser aceitá-las, poderá fazer um reclamação

Contatos:
www.anac.gov.br
www.portaldoconsumidor.com.br

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