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Brasil

Passageira está sem mala desde o dia 21

Estêvão Bertoni
da Folhapress


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27/12/2006 00:44


Sem as malas desde quinta-feira, 21, quando desembarcou em Guarulhos (Grande São Paulo) para passar o Natal e o Ano Novo com a mãe, a professora Sandra Regina Gomes de Oliveira, 39, voltou ontem ao aeroporto com a esperança de ter suas roupas de volta. Vinda de Viena, na Áustria, onde mora com o marido austríaco, Regina só conseguiu da TAM uma ajuda emergencial de US$ 50, valor que a empresa paga para passageiros "em trânsito" de vôo internacionais. Das malas, nada se sabe.

Depois de passar mais de duas horas no setor de bagagem, Regina foi informada que o prazo estipulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que suas duas malas sejam devolvidas é de 30 dias. "Não posso ficar todo esse tempo sem minha bagagem. Eu não tenho roupas para vestir".

Após os 30 dias, se a bagagem não for encontrada, a TAM deve pagar a Regina uma indenização de R$ 55,82 por quilo. Para vôos nacionais, o valor é de R$ 27,35 por quilo.

Em sua primeira viagem pela TAM, o português Eduardo Freitas, 47, gestor de telecomunicações em Lisboa (Portugal), que partiu com sua mulher de Goiânia, onde estava a trabalho, até Guarulhos, de onde seguiu para Portugal, diz que já teve suas bagagens extraviadas outras vezes. "O problema é ficar sem informações". De suas dez malas, uma não foi encontrada. Freitas, conta que sua mala estava identificada. "Vamos voltar a Portugal sem uma mala. De lá, vou processar a TAM", avisa.

O funcionário público francês Michel Brault, 58, chegou a bater na sala da TAM para perguntar se poderia simplesmente sair com a bagagem a tiracolo. Foi informado de que deveria assinar um protocolo. Brault chegou sábado ao Brasil para passar o Natal com a namorada. Os presentes ficaram na mala. "Extravio de bagagem é algo que acontece em qualquer lugar do mundo, mas ficar quatro dias sem qualquer informação, encontrar a mala jogada e sair sem fiscalização, eu nunca tinha visto", disse.

A companhia informou em nota que no fim do dia ainda existiam 100 bagagens no aeroporto de Guarulhos e 150 no Tom Jobim.

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