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Brasil

ESTRESSE

Do caos ao (quase) equilíbrio

O tempo médio de espera nos aeroportos diminuiu a partir da noite de domingo: o percentual de vôos com atraso superior a uma hora ficou em 13,3% da noite de domingo para a tarde de ontem. Em compensação, 18,7% dos vôos foram cancelados no período


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26/12/2006 03:00

ATÉ AS 13H30 de domingo, aeroportos como os de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro registravam tumultos. Já no domingo à noite, apenas os guichês da TAM registravam filas em Brasília(Foto: FÁBIO POZZEBOM/ABr)
ATÉ AS 13H30 de domingo, aeroportos como os de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro registravam tumultos. Já no domingo à noite, apenas os guichês da TAM registravam filas em Brasília(Foto: FÁBIO POZZEBOM/ABr)

Após cinco dias seguidos de sufoco, a espera nos principais aeroportos brasileiros diminuiu. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), desde a noite de terça, milhares de passageiros foram atingidos por uma seqüência de atrasos e cancelamentos de vôos que, mais uma vez, provocou a superlotação dos saguões e salas de embarque dos terminais.

Da meia-noite de domingo, 24, véspera de Natal, até às 17 horas de ontem, apenas 169 dos 1.265 vôos programados tiveram atrasos de mais de uma hora. Em todo o País, 237 vôos foram cancelados neste intervalo. A maioria dos atrasos aconteceu no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na Grande São Paulo, onde 45 dos 131 vôos programados para ontem, entre pousos e decolagens, tiveram atrasos; 15 foram cancelados.

O segundo aeroporto mais afetado ontem foi o Internacional Luís Eduardo Magalhães, de Salvador, onde 14 dos 65 vôos programados tiveram problemas de horário; oito vôos foram cancelados. Já o terceiro, no ranking da Anac, foi o Aeroporto Internacional dos Guararapes,

no Recife, que registrou atrasos de mais de uma hora em 12 dos 49 vôos programados; nove vôos foram cancelados. Os problemas são provocados por um "efeito dominó" que, ainda segundo a Anac, começou com o fechamento -por cerca de 50 minutos- do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, devido ao mau tempo, na noite de terça; à parada de seis aviões da TAM para manutenção e à queda da rede de dados da companhia no aeroporto Tom Jobim, no Rio, naquela mesma noite.

O "sumiço" das aeronaves da TAM e as dificuldades de reagendar os vôos e reacomodar os passageiros levantou suspeita de "overbooking" -venda de passagens acima da capacidade dos aviões. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve irregularidade e a ela cabe grande parte da culpa pela crise atual. "Não dá para passageiro ficar no aeroporto esperando avião que não existe", afirmou no sábado.

Desde sexta-feira, a venda de passagens da TAM foi suspensa. As filas nos guichês das companhias aéreas estavam bem menores. Desde sexta-feira, 22, até o domingo, 24, a Força Aérea Brasileira fez 15 vôos para transportar 1.676 passageiros da TAM. Quatro desses aviões decolaram no dia 24, transportando 658 passageiros.

Até a manhã de domingo, 24, os mais importantes aeroportos do País registraram esperas insuportáveis e longas filas. Congonhas e Guarulhos em São Paulo, Galeão, no Rio de Janeiro e Juscelino Kubistcheck, em Brasília, eram os mais tumultuados. A Anac responsabilizou a TAM por "todos" os atrasos e cancelamentos de vôos nestes aeroportos.

A confusão nos aeroportos foi tanta que, durante o sábado, muitas decisões de deslocamento de aeronaves estavam sendo tomadas em função do grau de tensão na sala de embarque. Ao chegar ao aeroporto, o avião era deslocado para o finger onde o tumulto fosse maior para atender aos passageiros que mais estivessem reclamando. "Foi assim com um vôo para Fortaleza saindo de São Paulo", comentou uma fonte. (das agências de notícias)

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