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Brasil

Pilotos do Legacy estão sob clausura


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25/11/2006 00:57


Há 54 dias no Rio, os pilotos norte-americanos do jato Legacy, Joseph Lepore e Jan Paul Palladino, envolvidos na colisão com o Boeing 737-800 da Gol, mantêm uma rotina de clausura, sem convívio social, apesar de o inquérito policial que investiga se há ou não culpados pela tragédia estar longe do fim. Embora não estejam presos, permanecem a maior parte do tempo fechados na suíte presidencial do Hotel Marriott, na praia de Copacabana.

No corredor em que estão, no último andar do hotel, o 17º, seguranças mantêm-se atentos a qualquer presença estranha, 24 horas por dia. Na vidraça que dá para esse corredor foi colocado um tecido preto, de modo que nenhum olhar curioso possa ter qualquer visão da privacidade dos dois.

Eles vivem os dias de confinamento numa suíte com dimensões de apartamento: são 90 metros quadrados, decorados de modo clássico, com duas salas, dois quartos, banheiros e cozinha. O ponto alto é a deslumbrante vista da praia. Os pilotos devem permanecer nas suítes pelo menos até 15 de dezembro, quando terminam suas reservas.

O hotel de luxo é freqüentado por turistas de alto poder aquisitivo, em geral pessoas de meia idade e idosos, ou executivos. Disponibiliza aos visitantes uma belíssima piscina, sauna, academia, lounge bar e restaurantes, um com bufê e outro japonês. A ExcelAire, empresa para a qual trabalham, paga diária de R$ 4.350,00 o que representa, até agora, um gasto de R$ 230.550,00. Isso sem contar as despesas com refeições, lavanderia e outros serviços.

Os pilotos não usufruem de quase nada do que o hóspede comum pode aproveitar. Eles não foram vistos em nenhuma das dependências comuns. Para passar o tempo, assistem à televisão, lêem e falam com parentes e amigos pela Internet e pelo telefone. A clausura chama a atenção dos funcionários do hotel. Quem pergunta por Lepore e Palladino ouve: "Que pilotos? Eles não estão aqui, não".

Em outubro, eles chegaram a receber as visitas de suas mulheres, Melissa e Ellen. As duas passaram alguns dias no Rio, mas, como trabalham, tiveram de voltar aos Estados Unidos. (das agências)

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