CLÁUDIO LEMBO minimizou os mais recentes ataques em São Paulo (Foto: Ricardo Stuckert/ABr)
CLÁUDIO LEMBO minimizou os mais recentes ataques em São Paulo (Foto: Ricardo Stuckert/ABr)
REPRESÁLIA
Novos ataques em São Paulo podem ser do PCC
Os atentados podem ter sido represália à transferência de 76 detentos, de Presidente Bernardes para Avaré. Criminosos iniciaram novo tipo de ataque, incendiar carros roubados. As polícias e guardas municipais encontram-se em alerta máximo nas cidades da Grande Campinas

31/08/2006 03:19

Criminosos, possivelmente da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), atacaram duas agências do Unibanco localizadas em bairros nobres da cidade de São Paulo e uma base da Polícia Militar em São Bernardo do Campo, no ABCD, na noite de terça-feira. Não houve feridos. A autoria dos crimes está sendo investigada. A suspeita é que seja reação à transferência na terça de 76 detentos do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes para a penitenciária de Avaré.

O primeiro atentado ocorreu às 20h55min em uma agência do Unibanco na rua Roque Petrella, no Brooklin, Zona Sul paulistana. Segundo a PM, o circuito interno de câmeras flagrou um homem com uma touca ninja entrar na agência e atear fogo em quatro caixas eletrônicos. A Polícia suspeita que o incendiário tenha utilizado álcool. Menos de uma hora depois, um grupo atirou contra uma base da PM na rua dos Vianas, no bairro do Farina, em São Bernardo.

Mais tarde, por volta das 23 horas, outra agência do mesmo banco foi atacada na avenida Professor Alfonso Bovero, na Pompéia, Zona Oeste paulistana. Informações preliminares indicam que os criminosos incendiaram papéis embebidos em álcool e os atiraram contra o imóvel.

As polícias Civil e Militar e as guardas municipais das cidades da região de Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo, encontram-se em estado de alerta máximo desde a madrugada de ontem com o retorno de atentados atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O delegado seccional de Jundiaí, a 60 quiilômetros da capital, Joaquim Dias Alves, informou que determinou o aumento na vigilância e nas precauções dos policiais. Ele não acredita, no entanto, que aconteçam ataques na cidade, pelo menos por enquanto. Para o delegado, a prisão de nove possíveis integrantes do PCC acusados de assassinar o policial militar Nelson Pinto, 44, no dia 12 de maio deste ano, esvaziou a ação da quadrilha na região. "Acredito que desmontamos a organização por aqui" - disse.

Criminosos ininiciaram um novo tipo de ataque: pôr fogo em carros roubados. Das 23 horas de terça-feira à manhã de ontem, o Corpo de Bombeiros registrou nove casos de veículos incendiados na capital. Desses, pelo menos quatro eram automóveis roubados.

A prisão de mais de 100 bandidos, reconhecidos como as mais importantes lideranças do PCC na região, tem sido apontada como responsável pela redução do número de ataques da facção criminosa na Baixada Santista. As prisões vêm sendo feitas desde a primeira onda de ataques, no dia 14 de maio.

O governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), afirmou que os ataques em São Paulo e em algumas cidades do interior como Santos e Ribeirão Preto não passaram de casos isolados e não podem ser considerados graves. Lembo pediu que a população fique tranqüila e confie no trabalho da Polícia e no serviço de inteligência.

Agentes da 2ª Delegacia do Patrimônio do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) detiveram um delegado e dois investigadores do 52º Distrito Policial, do Parque São Jorge, acusados de extorsão e outros crimes. Segundo um policial que não se identificou, mas que trabalha no Deic, os policiais civis atuavam em conluio com uma quadrilha especializada no contrabando de notebooks e outros produtos do Paraguai. (das agências de notícias)


 

 

 

 

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