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Política
Cerca de R$ 500 mil

Herdeira doa dinheiro e itens de luxo a Lula após bloqueio de Moro

15:17 | 11/08/2017

Atualizada às 18h15min do dia 15/8

Após o juiz Sergio Moro bloquear quase R$ 10 milhões do ex-presidente Lula em ação judicial, a herdeira da família fundadora do banco Credit Suisse, Roberta Luchsinger, 32, resolveu doar ao petista dinheiro e itens de luxo que leiloados podem chegar a R$ 500 mil. Entretanto, a assessoria do Credit Suisse contesta a informação que Roberta seria herdeira da família.

"Com o bloqueio dos bens de Lula, Moro tenta inviabilizá-lo tanto na política quanto pessoalmente. Vou fazer uma doação para que o presidente possa usar conforme as necessidades dele", disse Roberta.

Filiada ao PCdoB, a herdeira disse que a doação é uma espécie de protesto à decisão de Moro. Ela diz que há "excessos" e "seletividade" nas investigações do escopo da Operação Lava Jato.

"É indevido esse protagonismo político da Lava Jato, que fere o sistema de pesos e contrapesos entre os poderes da República", diz. "Perseguir o Lula é perseguir o povo brasileiro", disse. A milionária pretende se candidatar a deputada estadual na eleição do ano que vem.

Entretanto, a assessoria de comunicação do Credit Suisse afirma, em nota enviada ao O POVO Online, que o fundador do banco, Alfred Escher, teve filhos que não deixaram herdeiros. O Credit Suisse reitera ainda que nunca foi gerido como uma família, mas sempre como uma corporação.

Esquerda

Embora milionária, Roberta é a favor da taxação das grandes fortunas, bandeira da esquerda para aumentar a arrecadação através do "andar de cima". "Sou absolutamente contrária à redução do dinheiro que vai para os mais pobres ao invés de aumentar a tributação para os mais ricos", diz.

De acordo com a doadora, virou "moda" se referir a Lula como "ladrão" e diz que quem "demoniza" Lula esquece que ele foi bom para os pobres" e que deixou o governo com 90% de aprovação popular. "Esse ódio exacerbado contra os partidos de esquerda, principalmente contra o PT, chegou ao ponto de cegar parte da sociedade", criticou. 

Redação O POVO Online