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Explosão de bomba deixa mortos em shopping em Bogotá

12:42 | 18/06/2017
Ao menos três mulheres morrem após explosivo ser detonado em banheiro feminino de centro comercial na capital da Colômbia. Autoridades falam em terrorismo e buscam responsáveis. ELN e Farc condenam ataque.Ao menos três pessoas morreram e nove ficaram feridas após a explosão de uma bomba caseira neste sábado (17/06) num shopping em Bogotá. Autoridades colombianas falam em ataque terrorista.

O explosivo foi colocado dentro de um banheiro feminino no segundo andar do centro comercial Andino, localizado na chamada zona rosa da capital da Colômbia, famosa pelo comércio e pela gastronomia. A bomba explodiu por volta das 17h (horário local, 19h em Brasília).

Três mulheres morreram, incluindo uma cidadã francesa, identificada como Julie Huynh, de 23 anos, informou o jornal local El Colombiano. Segundo o prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, ela realizava trabalho social numa escola no sul da capital. Entre os feridos, há outra francesa, de 48 anos.

As demais vítimas foram identificadas como Ana María Gutiérrez, de 27 anos, e Lady Paola Jaimes, de 31 anos, ambas colombianas, segundo informou a Clínica del Country em comunicado. As duas chegaram a ser levadas ao hospital, que fica nas imediações, mas não resistiram aos ferimentos.

Após a explosão, autoridades ordenaram a evacuação do shopping, que reunia muitos clientes em decorrência do Dia dos Pais, comemorado neste domingo (18/06) na Colômbia. Policiais e ambulâncias foram enviados ao local, interditando também ruas no entorno do prédio.

O presidente Juan Manuel Santos, que visitou o centro comercial na noite deste sábado, classificou o incidente como um "ato vil, cruel e covarde". Segundo ele, ainda não há "indicações claras" de quem plantou a bomba, mas disse que não descansará "até capturar os responsáveis".

"Terroristas não mudarão nosso caminho", declarou o presidente colombiano, pedindo para que a população continue com a "vida normal" e aproveite o Dia dos Pais. Santos disse ainda que manterá sua viagem a Portugal e França, programada para 20 de junho. "O terrorismo quer mudar a agenda do país, começando pelo presidente. A resposta a esse tipo de ataque é a normalidade."

Peñalosa, prefeito da capital, reforçou que ainda não é possível confirmar a autoria do incidente, que, segundo ele, foi "claramente um ataque terrorista covarde". Neste domingo, o Ministério Público da Colômbia informou que um especialista em antiterrorismo assumiu as investigações.

A explosão foi condenada tanto pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – que no ano passado assinaram um acordo com o governo colombiano para dar fim ao conflito armado de mais de cinco décadas – como pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), segundo maior grupo armado da Colômbia e que também negocia processos de paz com Bogotá.

O líder máximo das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, expressou solidariedade às vítimas da explosão e advertiu que "tal ato só pode vir de quem quer fechar os caminhos da paz e da reconciliação".

O ELN, por sua vez, pediu uma investigação profunda do caso para que os responsáveis sejam identificados. "Condenamos o execrável acontecimento no centro comercial Andino", escreveu a guerrilha no Twitter, após ser apontada como possível culpada por alguns setores da sociedade.

EK/ap/afp/efe/lusa/ots