PUBLICIDADE
Mundo
tragédia

Cearense em Portugal fala sobre incêndio florestal que matou dezenas

Juliana Fermanian, 33, mora na região central de Portugal, a alguns quilômetros de Pedrógão Grande. O gigantesco incêndio florestal na vila provoca forte comoção no país

11:35 | 19/06/2017

Mais de mil bombeiros ainda tentam controlar o enorme incêndio florestal iniciado em 17 de junho (Foto: AFP/PATRICIA DE MELO MOREIRA)
 

Um dia após início do grande incêndio florestal na Pedrógão Grande, que matou ao menos 62 mortos, equipes de bombeiros ainda trabalham para conter o fogo, nesta segunda-feira, 19. A população da região central de Portugal arrecada água e alimentos para os profissionais, como conta a cearense Juliana Maria Rodrigues Fermanian, 33, que mora a alguns quilômetros da vila.

Juliana é cozinheira e mora na região há oito anos, com o marido e o filho. "Na noite anterior (do incêndio), houve uma ventania muito forte mesmo e caíram muitos relâmpagos. Eles chamam aqui de chuva seca", narra.

LEIA + Correspondente em Portugal narra o cenário de um incêndio anunciado

Segundo a cearense, as queimadas na região são comuns no verão, mas a proporção do incêndio iniciado na noite de sábado, 17, surpreendeu a todos. "Pegou fogo rapidinho, com o calor, com o vento, (o fogo) se expandiu. As pessoas tentaram fugir de carro, mas não conseguiram porque ao redor da estrada há muitos eucaliptos", explica.

A vila Pedrógão Grande tem uma população pequena, com aproximadamente 4 mil habitantes, ainda conforme Juliana. "A maioria é idosa. Por isso, talvez tenha tido esse número alto, por não trem essa agilidade para sair", diz a cozinheira.

O número de focos foi reduzido para 35 no domingo à noite em todo o país, segundo a AFP. Ainda assim, mais de 2.000 bombeiros e 660 veículos continuam mobilizados na região.

"Foi uma tragédia que ninguém esperava, a gente ainda nem entrou no verão e já está muito quente", frisa Juliana.

Colaborou Thiago Paiva

AMANDA ARAÚJO