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Fortaleza
campanha salarial

Trabalhadores da construção civil fazem ato em Fortaleza

Mobilização pelas ruas do bairro Aldeota integra atividades da campanha salarial da categoria. O ato durou cerca de duas horas e foi encerrado no cruzamento das avenidas Desembargador Moreira e Santos Dumont

10:00 | 14/06/2017

Trabalhadores da construção civil percorreram ruas da Aldeota (Foto: Fernando Pontes/Via WhatsApp do O POVO)

Atualizada às 14h29min

Trabalhadores da construção civil paralisaram as atividades por duas horas na manhã desta quarta-feira, 14, durante ato pelas ruas do bairro Aldeota. A passeata iniciada às 7 horas reivindicava reajuste salarial para a categoria, conforme o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF).

Os trabalhadores saíram de diversos canteiros de obra e fizeram concentração no cruzamento das avenidas Desembargador Moreira com Santos Dumont, onde o ato foi encerrado, por volta das 9 horas. A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC) não foi acionada para bloqueios no trânsito.

A categoria pedia, inicialmente, reajuste de 8%, mas negocia redução para 6,5%, conforme o coordenador-geral do STICCRMF, Geraldo Magela. "A passeata foi para votar encaminhamentos. A categoria não aceita a proposta de 4,4% apresentada até agora", disse ao O POVO Online.

O sindicato estima a participação de cerca de 1.200 trabalhadores no ato desta manhã e não descarta novas mobilizações. "Provavelmente não vamos fazer (atos) essa semana, agora se não houver avanço nas negociações desta sexta-feira, manteremos as paralisações de duas horas", indica o dirigente.

Os trabalhadores reivindicam ainda Auxílio Combustível para o deslocamento até os canteiros de obras. "Se o trabalhador tem uma moto não vai poder usar o passe card", argumenta Magela. 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Ceará (Sinduscon-CE) respondeu em nota que continua aberto ao diálogo e mantém benefícios dos trabalhadores, "mesmo diante do atual cenário econômico de crise", tais como: "participação nos resultados que representa um 14º salário anual; café da manhã e almoço gratuitos; auxílio alimentação; seguro de vida; jornada de trabalho de 42,5 horas; desconto do vale transporte de 1,5% em vez dos 6% previstos na legislação; adicional de 5% sobre os salários para cursos de aperfeiçoamento técnico – profissional; complementação do auxílio doença por 90 dias; estabilidade para pré-aposentado; e 120 dias adicionais de estabilidade para gestante".

De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil, as negociações chegaram a um impasse porque o sindicato dos trabalhadores "insiste em uma pauta fora da realidade econômica do País, exigindo Auxílio Combustível, que constitui um custo adicional elevado para as empresas". 

AMANDA ARAúJO