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Fortaleza
ACORDO

Adolescentes em abrigos serão capacitados para o mercado de trabalho

Os jovens poderão atuar em empresas como aprendizes, após acordo entre o setor privado e o Governo do Estado

19:38 | 20/03/2017
Vice-governadora Izolda Cela em reunião com representantes do setor privado, do Governo do Estado e do Tribunal de Justiça do Ceará
Vice-governadora Izolda Cela em reunião com representantes do setor privado, do Governo do Estado e do Tribunal de Justiça do Ceará. (Foto: Mariana Parente/ Especial para O POVO)
Jovens acolhidos em abrigos do Ceará terão acesso à capacitação profissional e devem atuar, como aprendizes, em empresas do Estado. A medida foi tomada após acordo de cooperação firmado entre o setor privado e o Governo do Estado, oficializada na tarde desta segunda-feira, 20, com a mediação do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).
 
Atualmente, 158 adolescentes abrigados, com idade superior a 14 anos, estão aptos a participar das capacitações. A ideia da parceria é garantir a autonomia desses jovens quando se encerrar o período de acolhimento, que ocorre com 18 anos de idade. Ao todo, 15 instituições poderão ter jovens nesse programa.
 
As entidades são geridas pela Prefeitura de Fortaleza, pelo Governo do Estado e também por Organizações Não-Governamentais (ONGs).
 
Os cursos serão oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) também participa do acordo.
 
“Esses jovens precisam de oportunidades diferenciadas, porque, quando chegam à maioridade, eles perdem a condição de permanecer no abrigo”, explicou a vice-governadora Izolda Cela.
 
Os jovens terão acesso a cursos em várias áreas da indústria e do comércio, entre elas a construção civil, além do setor de alimentos e vestuário.
 
“Isso é importante porque o jovem, ao sair dos abrigos, encontram dificuldades de ser abraçados pela sociedade. A gente tinha essa informação, mas não havia elementos para construir um caminho sólido de mudança”, avaliou o desembargador Gladyson Pontes, presidente do TJCE. 

RÔMULO COSTA