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Brasil
Bahia

Repórter e cinegrafista da TV Aratu são agredidos durante gravação

Jornalista Ticiane Bicelli fazia uma reportagem sobre a cobrança diferenciada de uso do banheiro da feira de São Joaquim

15:47 | 17/06/2017

Ticiane Bicelli (Foto: Reprodução/Instagram)

A repórter da TV Aratu Ticiane Bicelli foi agredida na manhã desta sexta-feira (16) durante a produção de uma reportagem para o programa "Que Venha o Povo". A agressão foi provocada por duas funcionárias, mãe e filha, que trabalham na feira de São Joaquim. A informação é do portal Aratu Online.


Ticiane gravava um vídeo sobre cobrança no uso de banheiros do local, quando foi abordada por duas funcionárias da feira. A jornalista sofreu arranhões no corpo, teve o cabelo puxado, levou socos na cabeça e mordidas no braço. O cinegrafista Liberato Santana também teve escoriações provocadas pela mesma dupla.


Em entrevista ao portal Aratu Online, Ticiane informou que registrou queixa na Central de Flagrantes e disse sentir fortes dores. "Tô com a cabeça machucada por que levei muitos socos. Elas começaram a me ameaçar e eu perguntei se iriam me bater. Quando tentei afastar, pularam no meu pescoço".


Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia repudiou a agressão sofrida pela equipe de reportagem da TV Aratu.


Veja nota completa abaixo:


“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia protesta e repudia agressão sofrida por equipe da TV Aratu, formada pela jornalista Ticiane Bicelli e pelo cinegrafista Liberato Santana, quando produziam matéria jornalística sobre cobrança do uso de banheiros no Mercado do Peixe, na Cidade Baixa.

Os profissionais foram agredidos física e verbalmente por uma mulher de identidade não informada e que, supostamente, é responsável pela cobrança.

O equipamento utilizado pelo cinegrafista foi quebrado e os profissionais registraram queixa em delegacia. Essa agressão a integrantes da imprensa é um grave sintoma da violência que permeia a sociedade por atingir pessoas que são responsáveis por dar voz aos problemas desta mesma sociedade.

O Sinjorba solicita o imprescindível apoio da Secretaria de Segurança Pública da Bahia para que a acusada seja identificada e julgada na forma da Lei.

Salvador, 16/06/2017 | Marjorie da Silva Moura – Presidente do Sinjorba”

Redação O POVO Online