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BNDES quer reforçar atuação no Nordeste
O presidente do BNDES disse que no Nordeste brasileiro ainda existem vazios que precisam ser preenchidos
05 Set 2008 - 21h36min
Coutinho salientou que as regiões Norte e Nordeste reúnem vários projetos de investimentos em infra-estrutura no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, principalmente nas áreas de transporte e energia, além de indústrias de base.
No caso específico do Pará, ele recordou anúncio recente feito pela mineradora Vale relativo à construção de uma siderúrgica na região para produtos de maior valor agregado, como laminados, bobinas e perfis de aço.Coutinho acredita que o projeto vai permitir o desenvolvimento de um pólo metal-mecânico naquele estado. Avaliou que “será uma mudança radical no Pará”. E acrescentou que, com isso, o Pará passará a ser não só um exportador de minério de ferro, mas também “um estado industrial”.
O presidente do BNDES disse que, embora haja grandes empreendimentos em andamento no país, como o programa de construção de refinarias da Petrobrás, que beneficiará os estados do Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, no Nordeste brasileiro ainda existem vazios que precisam ser preenchidos. Por isso, enfatizou a necessidade de que sejam promovidas redes de atividades locais, aproveitando a experiência dos chamados Arranjos Produtivos Locais (APLs), de modo a possibilitar o desenvolvimento da economia regional, favorecendo a geração de emprego e renda nas regiões mais distantes. As APLs são agrupamentos de empresas com a mesma vocação econômica localizadas em uma única região.
Agência Brasil
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06/09/2008
06:23
Muito acertada a decisão do Presidente do BNDES de querer que o banco aplique mais nas regiões Norte e Nordeste.Aliás é preciso dizer que tem respaldo não so na Constituição Federal que colocou a "redução das desigualdades regionais" entre os objetivos da República Federativa do Brasil.No plano mundial a sua diretriz encontra guarida na Comunidade Econômica Europeia que dá grande ênfase à correção das desigualdades entre os países que a integram.Daí o grande impulso que tiveram Portugal,Espanha e Grécia nos últimos anos.Para tornar "realidade efetiva" a sua feliz e meritória diretriz é só reunir-se com os Superintendentes da SUDENE e da SUDAM e organizarem um esforço conjugado com os Estados das duas regiões a fim de mobilizarem o empresariado nacional a investir mais nas regiões ainda menos desenvolvidas do país.Por que não repetir,com as adaptações necessárias, o Encontro de Garanhuns promovido pela CNI,em 1959,que teve total apoio de JK? Bem que o Presidente Lula merecia ter o privilégio de,50 anos depois,dar seguimento e ampliação ao sonho de JK e de Celso Furtado ao encetarem a luta pelo desenvolvimento do Nordeste.Basta chamar técnicos como Chico Oliveira,Juarez Farias,Tânia Bacelar e Leonides Alves Filho que eles ajudam na montagem de um Seminário adequado aos dias atuais e que tenha como foco promover o desenvolvimento com inclusão social como quer o Presidente Lula e esperam os brasileiros do Nordeste.
paulodetarsoms@ig.com.br
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