Negócios
ESTATÍSTICA
Dieese: 85,8% dos acordos salariais obtêm INPC
Entre janeiro e junho, 85,8% de 309 acordos salariais conquistaram reajustes pelo menos iguais à inflação
04 Set 2008 - 17h16min
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) informou que no primeiro semestre deste ano 85,8% dos 309 acordos salariais com data-base entre janeiro e junho conquistaram reajustes pelo menos iguais à inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE. De acordo com a instituição, este nível ficou abaixo do registrado no mesmo período dos dois últimos anos - 96,5% dos acordos em 2006 e 96,5% em 2007. O nível de aumentos semelhantes à variação do INPC subiu de 10% no ano passado para 12% em 2008. Segundo a entidade, as negociações salariais apuradas de janeiro a junho de 2008 agregaram ganhos reais aos trabalhadores em 73,5% dos acordos, marca inferior aos 84,4% definidos no primeiro semestre de 2006 e 87,1% no ano passado.
De acordo com o Dieese, no primeiro semestre de 2008, a indústria e o comércio exibiram a maior concentração de reajustes salariais acima da inflação. A entidade relatou que pelo menos 80% das negociações de cada segmento produtivo apresentaram aumentos reais. Nos serviços, os reajustes que superaram a inflação atingiram 64% dos acordos avaliados. Ao ser levado em consideração também os acordos que ficaram iguais ao nível registrado pelo INPC, esse número subiu para 84% para os firmados junto a empresas do setor de comércio e 91% para as indústrias.
De acordo com o Dieese, no primeiro semestre de 2008, a indústria e o comércio exibiram a maior concentração de reajustes salariais acima da inflação. A entidade relatou que pelo menos 80% das negociações de cada segmento produtivo apresentaram aumentos reais. Nos serviços, os reajustes que superaram a inflação atingiram 64% dos acordos avaliados. Ao ser levado em consideração também os acordos que ficaram iguais ao nível registrado pelo INPC, esse número subiu para 84% para os firmados junto a empresas do setor de comércio e 91% para as indústrias.
Agência Estado
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