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Sana abre possibilidades para culturas pop e geek no Ceará

Em sua 17ª edição, o evento teve o Centro de Eventos do Ceará como palco, de sexta-feira, 14, até ontem. Muito além dos tradicionais encontros de cosplays, o Sana é reflexo de um mercado em ascensão no Brasil

01:30 | 17/07/2017
A artesã Rebeca Maria de Oliveira deu vida à personagem Carmen Sandiego, sucesso na década de 1990 FOTO MARIANA PARENTE/ESPECIAL PARA O POVO
A artesã Rebeca Maria de Oliveira deu vida à personagem Carmen Sandiego, sucesso na década de 1990 FOTO MARIANA PARENTE/ESPECIAL PARA O POVO

Há 17 anos, o projeto de um grupo de amigos se tornou o que seria o maior evento de cultura pop oriental das regiões Norte e Nordeste brasileiras. Na 17ª edição, o Sana é referência quando se fala em animação, HQ, games, quadrinhos e temas que circundam estes universos no País. O evento é retrato de um mercado aquecido, em expansão no Brasil, depois de conquistar Ásia, Europa e América do Norte. O Sana começou na sexta-feira, 14, e encerrou ontem, no Centro de Eventos.

Neste ano, além do desfile de cosplays, o público pode participar de campeonato de Just Dance, assistir palestras, reencontrar videogames e consoles antigos, além de conhecer novos games virtuais e outras programações. Um dos grandes destaques foi a final regional do K-pop World Festival, no sábado. O K-pop, modalidade que está em alta, é a abreviação de korean pop (música popular coreana).

Para além da música, o Sana também teve arenas voltadas para mostrar novos games, servindo de vitrine para os desenvolvedores locais. Como Pedro Gustavo, que levou o Alkacer, jogo virtual assinado por ele e pelo estúdio Rogue Fairy, para que o público pudesse conhecer. “É um cenário incrivelmente receptivo aqui no Ceará, até para os desenvolvedores de garagem, os indies, que existe muito aqui por aqui”, explica.

A agência de conteúdo criativo da Coreia do Sul no Brasil, a Kocca, participou desta edição com kdramas e o festival de K-pop. A diretora de marketing, Serena Park, conta que a vinda da Kocca a Fortaleza parte de uma forte demanda por conteúdos coreanos no País. “Existe uma onda coreana em toda a Ásia que se espalhou pelo mundo todo. A gente tem uma atuação muito forte na Ásia e na Europa. O Brasil é um país em potencial, que a gente pode explorar e aumentar os negócios”, explica.

Universo cosplay

É tradição. O Sana é também um encontro de pessoas - a maioria jovem - que incorpora figurinos de personagens de animes, games, HQs, livros, séries, filmes e de uma infinidade de universos que atravessam este público. Marcos Severino, 30 anos, é analista de sistemas e se tornou Mewtwo nesta edição evento. O personagem de quem ele fez cosplay é um Pokémon que fez sucesso no primeiro filme do programa, lançado em 1998. “Encomendei a fantasia em janeiro, de uma cosmaker (pessoa que confecciona fantasias para cosplay)”, conta. “É um personagem icônico, que tem a raiva por não ter nascido, mas ter sido criado. Ele luta contra isso, mas é um anti-vilão”, elucida. 

 

SANA 2017

Três dias para a cultura pop

1) Um dos convidados do Sana foi Wendel Bezerra, dublador que empresa a voz para personagens, como Bob Esponja e Goku. Ele conversou com público no sábado, dia 15. 2) Além da arena principal, o evento é distribuído por salas. Em uma delas, os fãs de jogos de tabuleiro e RPG podiam se reunir para jogar e conversar sobre os produtos. 3) O Pokémon Charizard foi um dos personagens que ficaram expostos nos três dias de evento, para que o público pudesse interagir e fotografar.

 

CAMILA HOLANDA