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Cearense é um dos agraciados do Prêmio Grão de Música

01:30 | 19/06/2017

Calé Alencar irá participar da coletânea Prêmio Grão de Música 2017 com sua canção intitulada Negra  MARINA CAVALCANTE/ DIVULGAÇÃO
Calé Alencar irá participar da coletânea Prêmio Grão de Música 2017 com sua canção intitulada Negra MARINA CAVALCANTE/ DIVULGAÇÃO
O cearense Calé Alencar foi um dos 15 agraciados com o Prêmio Grão de Música (PGM). Idealizado pela cantora e compositora paraibana Socorro Lira, a premiação – que acontecerá em novembro, em São Paulo - é de caráter nacional e ocorre desde 2014 com o propósito de valorizar e promover a MPB e seus representantes. Além dele, também foram contemplados nesta edição Almério (PE), Ana Paula da Silva (SC), Áurea Martins (RJ), Cida Moreira (SP), Déa Trancoso (MG), Estela Ceregatti (MT), Fred Martins (RJ), Jânio Arapiranga (BA), João Triska (RS), Joésia Ramos (SE), Márcia Siqueira (AM), Mocinha de Passira (PE), Paula Santoro (MG) e Wilma Araújo (AL). 

“Eu sempre acompanho o caminhar musical da Socorro Lira, a quem conheci num show que fizemos aqui na Concha Acústica da UFC, em 1999. Algumas vezes eu soube da divulgação deste prêmio, do trabalho dela na curadoria e tenho alguns parceiros e amigos que foram contemplados em edições anteriores. Mas eu não tinha conhecimento de mais nada além disso”, confessou Calé, que recebeu com surpresa o anúncio da premiação pela organização.  

“Eu estava aqui cuidando do meu jardim de notas musicais quando recebi um e-mail da Socorro me pedindo arquivos de algumas músicas que ela havia escutado pelo SoundCloud. Achei que ela queria montar um repertório para um show, uma pesquisa ou coisa do gênero. Até que uma das produtoras me enviou um convite formalizando a premiação”, conta. 

A composição intitulada Negra será incluída numa coletânea que, na forma física, terá distribuição gratuita para os premiados, imprensa, patrocinador e apoiadores. Na forma digital, porém, já encontra-se disponível no site do PGM. “É uma composição minha com arranjo de Edmundo Júnior e participações de Descartes Gadelha (percussão) e Pantico Rocha (bateria). Escrevi para minha companheira Luciana, utiliza uma ambiência sonora expressiva e, ao mesmo tempo, tem como referência os batuques dos maracatus”. 

A ideia do PGM surgiu em 2009. “Produzi uma coletânea para uma empresa de Salvador e a chamamos Grão de Música. Daí, fiquei imaginando que há uma carência enorme de premiações que favoreçam e revelem o segmento da canção brasileira nesse momento. Pensei em fazer da coletânea um projeto permanente e oferecer um troféu a quem participasse”, explica Socorro Lira. De caráter anual, a entrega do prêmio tem-se fixado mais em São Paulo mas, de acordo com Socorro, possui uma “vocação itinerante”. 

 

“Será incrível que, em alguns anos, ele possa acontecer no sertão da Paraíba. Já pensou?! É nacional, premia artistas de todo o País e nos interiores precisa mais. ‘Onde não há atividade cultural, a violência vira espetáculo’. Não sei a autoria, mas a frase é boa”, disse. “O prêmio convida, não tem concorrência. Levamos em conta obra, trajetória artística e, numa tentativa de adentrar o País, buscamos artistas que estão no seu local”, complementou. 

“Estou muito feliz pelo fato de ter meu trabalho reconhecido nesta edição. A coletânea apresenta a audição da música que cada um faz. O Brasil que cada um de nós carrega, com nosso sotaque, o que resulta numa pluralidade de estilos e modos de fazer cada um a sua música, muito diferente do que a mídia massiva impõe aos ouvidos do povo com essa mesmice que é na verdade um subproduto visando apenas o consumo fácil e rápido”, enfatiza Calé. 

 

Multimídia Ouça as 15 músicas em premiograo-demusica.com.br/coletaneas 

TERESA MONTEIRO