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Projeto mapeia e dá visibilidade a artistas do Maciço de Baturité

Projeto de livro e exposição mapeia e dá visibilidade às artes plásticas feitas no Maciço de Baturité

01:30 | 26/01/2017

Bonito pra chover, obra de Francisco Tavares, artista de Pacoti
Bonito pra chover, obra de Francisco Tavares, artista de Pacoti
 

João Gabriel Tréz

ESPECIAL PARA O POVO

joaogabriel@opovo.com.br

A Associação dos Municípios do Maciço de Baturité (AMAB), composta pelas treze cidades da área mais os municípios de Caridade e Guaiúba, tem histórico de incentivo à arte e cultura da região. Hoje, algumas dessas ações ganham forma com o lançamento do projeto Cores, Linhas e Formas: A Arte no Maciço de Baturité, organizado por Francisco Tavares, coordenador cultural da AMAB. A intenção é visibilizar e mapear a produção artística da região através de exposição, que segue em cartaz até 26 de fevereiro, e um livro-catálogo. Foram 47 nomes escolhidos pelo organizador, em parceria com o curador Roberto Galvão, e entre estes dez são artistas já falecidos.

A decisão de elencar os chamados “mestres” é justificada pela influência destes na produção atual da região. “Eles são referência para os mais novos. Não se pode construir o futuro e o presente sem olhar para o passado”, reflete. Alguns dos mestres listados são Aldemir Martins, morador de Guaiúba na juventude e um dos principais nomes da arte cearense, o caricaturista Mendez e a artista plástica Heloísa Juaçuba.

Dentre os contemporâneos, a ideia foi mostrar a pluralidade da arte produzida na região. “A unidade entre artistas é a diversidade. Por exemplo, o paisagismo é um tema recorrente, mas isso não impede que os mais novos sejam adeptos de outras expressões, inspiradas em arte urbana e tatuagem”, exemplifica. As próprias linguagens artísticas destacadas no livro são diversas, como fotografia, escultura, gravura, grafite e pintura, por exemplo.

Francisco Tavares chama a atenção para o pequeno número de artistas que conseguem viver da venda da produção artística – apenas o artista Francisco Wagner, “filho de Pacoti”, é apontado pelo coordenador como exemplo desse tipo. O artista plástico é também professor de artes e vê o projeto como bem-vindo para valorizar os artistas da região.

“O mapeamento mostra as possibilidades de desenvolver as manifestações culturais de cada município”, avalia o artista. Trabalhando na área da arte-educação, Wagner tem contato com os artistas jovens que surgem na região e seus comportamentos em relação às suas próprias artes. “Ainda existe nos jovens pintores que moram no interior outra dimensão, talvez mais lúdica e purista, voltada à sensibilidade. Mas sei que os adolescentes que dou aula já têm determinação, vêm focados em objetivos lá na frente”, conclui.

 

SERVIÇO

 

Lançamento Cores, Formas e Linhas

Quando: hoje, às 18h30min

Onde: Museu do Ceará (rua São Paulo, 51 - Centro)

Entrada franca