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Tite: técnico que mudou a cara da Seleção

01:30 | 19/06/2017
Tite completa amanhã, dia 20, um ano à frente da Seleção. E que ano! Dentro e fora de campo, o treinador faz um trabalho praticamente impecável e impressiona por suas façanhas em um curto espaço de tempo. Primeiro porque já ‘chegou chegando’, como diz a gíria popular. Estreou com o pé direito, com expressivo placar de 3 a 0 sobre o Equador, nas Eliminatórias, colocando fim a tabu de 33 anos sem triunfos do Brasil na altitude de Quito.

 

Daí em diante, foram vitórias e mais vitórias (a mais notável delas, 3 a 0 sobre a Argentina de Messi), até o escrete canarinho se tornar o primeiro País a conquistar, em campo, a classificação para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. E pensar que, antes de Tite, o Brasil estava fora da zona de classificação e convivia com o fantasma de ficar fora do Mundial pela 1ª vez na história. De quebra, a Seleção ainda reassumiu o topo do ranking da Fifa.

Detalhes que foram fundamentais para resgatar a confiança do torcedor brasileiro, abalada pelo pesadelo do 7 a 1 para a Alemanha e pelas duas temporadas seguidas muito ruins, marcadas por campanhas pífias na Copa América – a última delas, em 2016, causando a saída de Dunga. Mas nem só de bons resultados (10 vitórias em 11 jogos) vive a seleção de Tite.

O treinador gaúcho mudou a cara da Seleção, apresentando aos seus comandados o que existe de mais moderno no futebol. Uma equipe que busca o tempo inteiro jogar coletivamente, que é taticamente bem organizada e letal nas chegadas ao ataque.

Tite é, antes de tudo, um excelente gestor de pessoas. No vestiário, sabe trabalhar como poucos os conceitos de motivação, comprometimento e lealdade no grupo. Além de ser um ardoroso defensor da meritocracia no esporte: joga quem estiver melhor.

E nem precisou mexer tanto no time em relação à equipe que vinha jogando antes de sua chegada. Bancou o retorno do volante Paulinho (velho conhecido do Corinthians), e o jogador rapidamente se encaixou na equipe. Philippe Coutinho virou o camisa 10, comandando a armação das jogadas. No ataque, Neymar e Gabriel Jesus formaram o novo “casal 20” da Seleção.

É com essa base que o Brasil tentará o hexa em 2018. Se vai conseguir, ainda é cedo pra dizer. Mas que chega muito forte para trazer esse título de volta para o Brasil, disso não tenham a menor dúvida.

 

Bruno Balacó

brunobalaco@opovo.com.brJornalista do O POVO