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Ataque em Paris termina com policial e terrorista mortos

Grupo Estado Islâmico reivindicou a autoria do tiroteio que ocorreu em Paris, na avenida Champs Elysées, e que deixou um policial morto e ao menos dois gravemente feridos. Suposto autor do tiroteio era objeto de investigação

01:30 | 21/04/2017

Ataque terrorista aconteceu na avenida Champs Elysées, famosa via comercial, frequentada por turistas e parisienses LUDOVIC MARIN/AFP
Ataque terrorista aconteceu na avenida Champs Elysées, famosa via comercial, frequentada por turistas e parisienses LUDOVIC MARIN/AFP
 

Um policial foi morto, e dois ficaram feridos, além do atacante, que foi executado, em um tiroteio registrado na noite de ontem na avenida Champs Elysées, em Paris, um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico às vésperas do 1º turno da eleição presidencial francesa. O autor do tiroteio foi morto depois de atirar contra os policiais por volta das 21h00 locais (16h00 de Brasília) nesta concorrida avenida em pleno coração de Paris, declarou à TV o presidente francês, François Hollande.

 

O grupo EI reivindicou o ataque contra a famosa via comercial, frequentada por turistas e parisienses. “O autor do ataque na Champs Elysées, no centro de Paris, é Abu Yussef, o Belga, um dos combatentes do Estado Islâmico”, reportou a agência de propaganda do EI, Amaq. A seção antiterrorista do Ministério Público parisiense abriu uma investigação sobre o caso. O suposto autor do tiroteio era objeto de uma investigação antiterrorista por ter manifestado a intenção de matar policiais.

Uma operação de revista estava em curso na residência do suspeito, nos subúrbios de Paris. Trata-se do titular do documento encontrado no veículo usado no ataque.

“O agressor chegou em um veículo e abriu fogo contra uma patrulha policial com uma arma automática. Matou um dos policiais e tentou agredir outros, correndo atrás deles”, indicou uma fonte policial. Uma turista, cuja nacionalidade não foi informada, ficou levemente ferida durante o tiroteio, destacou outra fonte policial. Choukri Chouanine, gerente de um restaurante localizado na rua de Ponthieu, uma rua adjacente, disse que ouviu um “tiroteio breve”, mas “com muitos disparos”.

“Tivemos de esconder nossos clientes no sótão”, acrescentou. Outra testemunha, que não quis se identificar, contou que estava a “dez metros” do lugar do tiroteio.

“Ouvimos disparos e vimos que policiais estavam sendo atacados. Saímos correndo”, disse. “Houve uma onda de pânico no metrô Franklin Roosevelt. As pessoas corriam em todas as direções”, relatou uma mulher que estava perto do Champs-Elysées. A área comercial permanecia isolada. Dezenas de policiais foram deslocados para o setor, sobrevoado pelo helicóptero. Estações do metrô foram fechadas.

Várias capitais deram seu apoio à França. O presidente americano Donald Trump, que qualificou rapidamente o tiroteio de ataque terrorista, apresentou suas condolências ao povo francês, enquanto a Alemanha destacou que se mantém firme junto ao seu vizinho. “Antes de tudo, nosso país apresenta as condolências ao povo da França. Está acontecendo de novo, parece”, disse Trump, em Washington, durante coletiva de imprensa conjunta com o premiê italiano, Paolo Gentiloni. (Francepress)

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“Notícias chocantes de Paris. Nossos pensamentos estão com as vítimas. Nos mantemos de forma firme e determinada ao lado da França”, publicou o ministério alemão das Relações Exteriores no Twitter. O tiroteio ocorreu a apenas três dias do primeiro turno de eleições presidenciais que se anunciam disputadas na França, que serão realizadas sob estritas medidas de vigilância em um país em estado de emergência após onda de atentados de extremistas que castigam o país desde 2015, que deixou um balanço de 238 mortos.

No começo da semana, as autoridades francesas anunciaram ter frustrado um atentado com a detenção na terça de dois homens que tinham o projeto de lançar um atentado “nos próximos dias em solo francês”.

Clément Baur, de 23 anos, e Mahiedine Merabet, de 29, foram detidos em frente a um departamento na cidade de Marselha.Os candidatos tinham sido alertados sobre a ameaça e as fotografias dos dois suspeitos foram distribuídas a seus serviços de segurança.

O ataque desta quinta ocorreu enquanto os onze candidatos à Presidência eram entrevistados na TV, na reta final desta campanha muito disputada.Segundo as pesquisas de opinião, quatro candidatos têm possibilidades de passar para o 2º turno, que será realizado em 7 de maio: a candidata da ultradireita Marine Le Pen, o centrista Emmanuel Macron, o conservador François Fillon e o esquerdista Jean-Luc Mélenchon Le Pen e Fillon anunciaram o cancelamento de seus atos de campanha previstos para sexta-feira.