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FBI investiga possível ligação entre campanha de Trump e governo russo

Segundo James Comey, diretor do órgão, a investigação remonta à julho de 2016, quando o governo soube que hackers estavam atacando terminais e meios de comunicação do Partido Democrata. Casa Branca nega acusação

01:30 | 21/03/2017

O diretor do FBI, James Comey, confirmou pela primeira vez ontem uma investigação conduzida desde o ano passado sobre uma possível “coordenação” entre integrantes da campanha de Donald Trump e o governo russo antes das eleições presidenciais. Comey também refutou publicamente Trump, que acusou no Twitter o seu antecessor Barack Obama de grampear os telefones da Trump Tower durante a campanha eleitoral.

Enquanto Trump tacha os supostos laços de sua equipe com Moscou de “notícias falsas”, Comey quebrou o tradicional silêncio do FBI ao confirmar que sua agência está interessada em se aprofundar na complexa polêmica russa que circunda a presidência do magnata.

O FBI “está investigando os esforços do governo russo para interferir na eleição presidencial de 2016”, declarou Comey durante a sessão, transmitida por várias emissoras. Comey assinalou que “isso inclui investigar a natureza dos laços entre indivíduos associados à campanha de Trump e o governo russo, e se houve alguma coordenação entre a campanha e os esforços da Rússia”.

Declarou que a investigação remonta à julho de 2016, em plena campanha, quando o governo soube que hackers estavam atacando os terminais e meios de comunicação do Partido Democrata.

Mas se recusou a citar nomes ou adiantar a raiz destas relações entre algumas pessoas do entorno de Trump e do governo russo.

“Investigar e ter provas são duas coisas diferentes”, comentou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.

“Nada mudou”, acrescentou. “Funcionários de alto escalão da Inteligência declararam publicamente que não há evidências de um conluio Trump-Rússia”, expressou.

A declaração de Comey confirmou semanas de relatos divulgados nos meios de comunicação americanos, segundo os quais a Polícia Federal investigava a acusação de que a surpreendente vitória de Trump sobre a democrata Hillary Clinton foi ajudada pela Rússia. Em janeiro, a Inteligência americana concluiu que a Rússia tentou interferir nas eleições de novembro a favor de Trump, o que Moscou nega.

O chefe da comissão, o deputado republicano Devin Nunes, iniciou a sessão afirmando que esse painel “não viu evidências até então de que membros da campanha conspiraram com agentes russos”. Mas o democrata Adam Schiff, subchefe do painel, detalhou uma lista de supostos vínculos e comunicações entre a equipe de Trump e a Rússia. (Francepress)

 

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