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Arthur fala sobre boa fase e sonho de colocar o Ceará na Série A

Atacante fala sobre 'lua de mel' com torcida do Ceará e projeta futuro

01:30 | 11/08/2017

Arthur é o artilheiro do Ceará na Série B, com quatro gols marcados (Foto: JÚLIO CAESAR/O POVO)
Arthur é o artilheiro do Ceará na Série B, com quatro gols marcados (Foto: JÚLIO CAESAR/O POVO)

Natural de Campina Grande, o jovem Arthur Cabral, 19 anos, colecionou “nãos” de clubes como Fluminense, Vitória, Bahia, Internacional e Palmeiras, antes de virar artilheiro do Ceará e xodó da torcida. Com gols decisivos fora de casa, ele tem ajudado o clube na campanha em busca do acesso. Diante do desempenho, não demorou para cair nas graças da torcida e ser alvo de “memes” divertidos nas redes sociais.

 

“Acompanho a maioria dos perfis dos fã-clubes do Ceará. Acho legal a admiração da torcida, o carinho deles, fazem vários memes. Tem um do Gabriel Jesus chorando: ‘O Arthur vai tomar minha vaga’. É muito engraçado”, conta o tímido Arthur, que esbanja um leve sorriso em um dos poucos momentos em que deixou de lado a expressão mais séria em entrevista exclusiva ao O POVO, na tarde de ontem, em Porangabuçu.

O atleta trata com naturalidade a relação com a torcida. “Torcedor age muito pelo momento. Estou em uma fase boa, o carinho está vindo. Mas sei que se passar por uma má fase, muitos vão me apoiar, mas outros vão passar a me criticar”, diz.

Filho de ex-jogador e atualmente treinador, Arthur acabou seguindo os passos do pai, Hélio Cabral. “Desde os 4 anos, meu pai me levava para os jogos dele. Cresci no mundo do futebol. Foram vários momentos marcantes, de estar naquele meio. Para uma criança, isso é muito legal, ver os jogadores. Queria, um dia, estar onde eles estavam”.

Com fortes laços com os pais e as três irmãs que ainda vivem em Campina Grande, o atleta costuma enviar quase metade do salário para os familiares que sempre lhe apoiaram. “Não tive problema com os ‘nãos’, levei bem isso. Nunca tive o pensamento de desistir. Tive o apoio dos meus pais”, comenta o jogador.

De fala mansa, o paraibano, que tem vínculo com o Vovô desde 2014, se diz tranquilo com as cobranças da torcida por sua titularidade e afirma que só quer continuar marcando gols quando as oportunidades aparecerem. “Vou aproveitar ao máximo”, garante.

 

CERTEZAS E SONHOS

Entre as certezas que guiam a carreira, Arthur não tem receio de cravar: nunca jogará pelo Fortaleza. Dos sonhos no futebol, o acesso à Série A do Brasileiro com o Vovô está no topo da lista. “Em longo prazo, tenho o sonho de vestir a camisa da Seleção e do meu clube do coração, o Flamengo, que torço desde criança”, diz.

LUCAS MOTA