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Vestuário tem relação com a identidade da marca

17:00 | 22/07/2017
Analista de estratégias digitais do O POVO, David Varello, 27, foi um dos primeiros a aderir.
Analista de estratégias digitais do O POVO, David Varello, 27, foi um dos primeiros a aderir. "Quando você está mais a vontade as coisas acabam fluindo melhor" MARIANA PARENTE/ESPECIAL PARA O POVO

A diretora da Limonar Cursos e Consultoria na área de moda, Raquel Medeiros, explica que o dress code faz parte da construção da imagem da marca. E que para adotar um estilo mais despojado é importante que a própria empresa tenha relação com estes valores. “Vai muito dos valores de cada empresa. Não dá para exigir que todo mundo trabalhe de terno e gravata se o lifestyle da marca é interação, entretenimento, juventude. Da mesma forma, o contrário”.

O grupo de comunicação O POVO decidiu liberar, desde o último dia 17, o uso de bermudas pelos funcionários em qualquer dia da semana. A mudança tem relação com o resultado da pesquisa de clima organizacional feita pela Great Place to Wok (GPTW) que identificou dentre os pontos que os colaboradores consideram positivos na empresa estão a diversidade, a receptividade e a descontração.

“Em uma empresa como a nossa que está muito associada à liberdade de expressão, com democracia, com modernidade, esse passo é quase que uma consequência de tudo que a gente vive aqui na parte editorial inclusive”, explica a gerente de gestão de pessoas do O POVO, Maria Tereza Aires.

Ela ressalta que na pesquisa os próprios colaboradores apontaram que gostam de trabalhar na empresa porque se sentem à vontade, independente da orientação sexual, da cor, da etnia, do gênero e da idade. “E entendemos que a forma de vestir complementa o que a gente é”.

A psicóloga da empresa, Greyce Andrade, explica que os limites desta flexibilização do dress code foram construídos em parceria com colaboradores. Uniformes de times, samba-canção, bermudas florais, regatas ou mesmo bermudas três dedos acima do joelho, por exemplo, continuam proibidas. Em setores como o de entrega, recepção e de serviços gerais, o fardamento padrão ainda se faz necessário até por uma questão de melhor identificação pelo cliente e de segurança.

A saída para evitar exageros foi construída por meio de mensagens-chave no whatsapp e murais, além de ações teatrais.