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A bermuda tá liberada

17:00 | 22/07/2017
Paulo de Tarso diz que a roupa mais confortável garante menos cansaço FÁBIO LIMA
Paulo de Tarso diz que a roupa mais confortável garante menos cansaço FÁBIO LIMA

Calça social, camisa de botão, jeans, polo, camisa de manga e por que não bermudas? É assim que Paulo de Tarso Gregório Pereira, 32, vai ao trabalho. Ele é analista de sistema na Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) que há dois anos decidiu flexibilizar o dress code (código de vestimenta) da empresa pública em todo Brasil.

Ele explica que a escolha da roupa depende também da agenda de trabalho. Para reuniões com clientes mais formais, roupa social.

Trabalho mais interno, jeans ou bermudas.

“Costumo variar muito a forma como me visto, às vezes venho mais social, em outras mais despojado, mas gosto de vir de bermuda, principalmente nos dias mais quentes. Tem também a questão do conforto, estar mais à vontade ajuda bastante no processo criativo”, afirmou Paulo, ressaltando que quando está com uma roupa mais pesada, no fim do dia, a própria musculatura do corpo sente. “Fico mais cansado”.

A forma mais despojada como a que Paulo de Tarso se veste no trabalho é um exemplo de uma tendência que ganhou visibilidade em empresas de tecnologia como o Google e Facebook, já reconhecidas pelo ambiente de trabalho descontraído, mas que vem encontrando cada vez mais espaço no ambiente corporativo brasileiro.

O consultor empresarial, Rubens Pimentel, explica que isto é fruto de um processo de mudança mais amplo nas organizações que tem relação com novos modelos de relações e de liderança.

E que apesar da flexibilização das vestimentas ter iniciado com o movimento Yuppie, em Nova York, na década de 80, com a abolição do uso de gravatas no mercado de bolsa de valores, é um movimento que se consolida mesmo com a chegada da geração Y no mercado de trabalho.

“É uma geração mais desprovida de tradicionais preconceitos que a geração anterior tinha. Quando esta turma começa a chegar aos cargos de gerência começa a intensificar a flexibilização destas regras, porque é uma geração que privilegia conforto”.

IRNA CAVALCANTE

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