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Vale descer de cargo?

17:00 | 18/03/2017

Nem sempre as questões salariais ou de nomenclatura de cargos devem ser consideradas logo no primeiro momento, é preciso levar em conta o cenário de maneira geral e quais são as chances de crescimento no curto e longo prazos, comenta Isis Borge, gerente de divisão da Robert Half. “Mesmo em cargos hierarquicamente mais baixos que sua última posição é possível agregar novos e importantes conhecimentos à sua carreira, além de ter outra visão do negócio”.


Fazer o caminho inverso e descer de cargo vale a pena quando, por exemplo, o profissional vê que no seu atual trabalho não tem oportunidade de crescer devido ao porte da empresa para qual trabalha. “É importante estar atento a outras oportunidades. As vezes começamos ganhando menos, mas conseguimos crescer e anos depois alcançaremos melhores cargos”, completa Luciano Zorzal, consultor e sócio-fundador da Zorzal Consultores & Auditores Associados.


Vanessa cita o caso de uma empresa que queria promover uma copeira para o cargo de recepcionista. “A empresa via que ela tinha potencial, mas a funcionária falou que não queria ser promovida por que gostava do que fazia. Então, tem pessoas que preferem algo mais simples, mas que têm prazer em executar, pois mais que a remuneração não seja alta ou a ideal”.


Preparação

O mercado atual é muito competitivo e o profissional para se destacar deve ser muito bom, comenta Luciano. É preciso se interessar, estudar e pensar na sua profissão o tempo todo, o que se torna impossível para quem não gosta do que faz. “Soma-se a isso, o perfil e características/habilidades específicas. Imagine alguém querer ser um cirurgião, mas não tolera ver sangue. Um guia turístico que não gosta de viajar. E por fim, o retorno financeiro. Devemos analisar se teremos com essa profissão o padrão de vida que almejamos”.

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Se a mudança de rumos for puxada por uma proposta de emprego, o principal ponto antes de aceitar a proposta é sanar todas as dúvidas em relação às funções a serem desenvolvidas, a empresa e sua cultura, o gestor e os pares, além de avaliar a localização física da companhia, os benefícios oferecidos e a oportunidade em longo prazo, comenta Isis.


Pedir demissão sem ter outra oportunidade em vista, mudar para a primeira oportunidade que aparecer sem uma análise mais detalhada ou se guiar apenas por questões financeiras não são as melhores saídas. “O que pode ajudar o profissional nesse processo é elaborar um plano de carreira, que mapeie os objetivos de curto, médio e longo prazo, além das estratégias para alcançá-los”, completa Isis. Também é importante o profissional analisar se possui as habilidades necessárias para atingir as metas.


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