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Arraiá do Zé de Alencar: Festa para brincar e arrastar o pé

Festa infantil celebrou também o aniversário de 107 anos do equipamento cultural

01:30 | 19/06/2017

Festa junina no TJA incluiu forró, brincadeira, quadrilha infantil e mostra de casamento caipira JULIO CAESAR
Festa junina no TJA incluiu forró, brincadeira, quadrilha infantil e mostra de casamento caipira JULIO CAESAR

 

O jardim do Theatro José de Alencar (TJA) serviu de palco, no último sábado, 17, para a meninada mostrar que sabe manter a tradição da festa junina. Durante toda a tarde teve forró, brincadeira, quadrilha infantil e mostra de casamento caipira. O “Arraiá do Zé de Alencar” celebrou também os 107 anos do teatro — momento que uniu famílias e grupos de amigos na ocupação do espaço público e no contato com o centenário equipamento cultural.

O arraial marcou ainda a primeira vez das gêmeas Melissa e Manuela, de 1 ano e seis meses, no TJA. Vestidas de xadrez, as pequenas, segundo a mãe Maria Elisa Marcelo, 37, adoram brincar, dançar e correr — e foi o que fizeram lá. “Aqui é tranquilo pra criança. É todo fechado, a gente não tem medo de elas correrem pra rua”, avaliou a dentista, que está sempre atenta às programações infantis gratuitas em Fortaleza por meio de grupos nas redes sociais.

Para a consultora de seguros Germana Vale, 43, que acompanhou a quadrilha infantil ao lado das filhas Vitória, 13, e Kayane Garrilho, 22, e da “filha do coração” Vitória Fayna, 18, mais festas assim, gratuitas, poderiam acontecer nos próprios bairros da Capital, principalmente neste período junino. Bebericando aluá, ela lembrou do avô, que morreu véspera de São João, e da avó, que nem por isso deixou a tradição partir, também. “Não fosse a insegurança, tudo seria melhor”, reforçou Germana.

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Filho da produtora cultural Clara Machado, 33, o Cauê, 7, já tem costume de brincar em espaços públicos da Cidade. “Quis vir pra curtir um pouco com ele. Adoro esse teatro, esse jardim”, justificou a mãe. Segundo ela, a aproximação das crianças com os espaços e equipamentos culturais deve ser incentivada tanto pelos pais como pelas escolas e pela mídia. “Programação existe. Tem que ser uma coisa educativa”, reforçou.

 

Programação

A diretora do TJA, Selma Santiago, acredita que a população tem se interessado mais pelo teatro à medida que a programação transcende os limites prédio. “Tá vivo, tá colorido”, considerou ela. “A gente também está fazendo programação na calçada. Isso já vai mudando um pouco o ambiente. A ideia é contagiar positivamente esse espaço”, concluiu.

 

No próximo domingo, 25, a partir das 17 horas, o TJA vai homenagear 22 artistas, técnicos e gestores que fizeram a história do equipamento entre os anos 1958 e 1965. Após a celebração, a orquestra Eleazar de Carvalho vai apresentar concerto com repertório do cantor e compositor Belchior. O evento vai ser aberto ao público.

LUANA SEVERO