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Regionais II e VI devem ter aumento de casos de chikungunya

Secretaria da Saúde aponta que número de casos em Fortaleza mais que triplicou no primeiro trimestre, em relação a 2016

01:30 | 11/04/2017

Os moradores distribuídos pela porção leste de Fortaleza, nas regionais II e VI, devem redobrar os cuidados para se proteger da febre chikungunya. Enquanto a doença teve maior incidência até agora nos bairros a oeste da Capital, dados para o mês de abril já apontam a tendência de novos casos nestas regionais ao leste, onde a população se mostra vulnerável ao vírus, que tem se apresentado principalmente na forma de febre alta e dores nas articulações. De 141 notificações registradas nos primeiros sete dias do mês, 104 estiveram nas regionais II e VI, que abrangem bairros como Aldeota, Joaquim Távora, Cidade 2000, Cidade dos Funcionários, Jangurussu e Messejana.

 

Em 2017, as regiões com maior incidência da chikungunya são encabeçadas pelos bairros Álvaro Weyne, Quintino Cunha, Joaquim Távora, Demócrito Rocha, Bonsucesso e Itaperi. É o que aponta o boletim mais atual da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), incluindo dados até o dia 7. Tanto em casos notificados como confirmados, a mancha que representa a infecção do vírus coincide com a porção oeste de Fortaleza. Fora da mancha, há ainda muita gente exposta ao primeiro contato com o vírus.

Sem a primeira infecção, o corpo não adquire imunidade ao vírus. Por isso, é na região descoberta do mapa que o número de casos tende a aumentar, explica Antônio Lima, gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da SMS. No ano passado, de janeiro a março, a doença teve 549 confirmações. No primeiro trimestre deste ano, a Capital já teve 1.783 casos confirmados da doença, ou seja, o número mais que triplicou (224%) em relação ao mesmo período de 2016. Contando os sete primeiros dias de abril, o número chegou a 1.800.

Atendimento

Os dados refletem no atendimento da saúde. Enquanto a dengue apresenta sintomas em aproximadamente 25% dos infectados, a chikungunya se manifesta em cerca de 70% a 80% dos infectados, estima Antônio Lima. Mas ele aponta que há subnotificação na Capital, principalmente na rede privada. “Os casos precisam ser obrigatoriamente confirmados. Mas você vê a Cidade toda em atendimento, não é possível o hospital dizer que não teve nenhum caso. Alguma coisa está deixando de ser informada”, observa o gerente da célula.

Na rede pública, as unidades mais adequadas para o atendimento da população com sintomas são os postos de saúde. Como os sintomas podem persistir por meses, o cenário ideal é o acompanhamento em Saúde da Família, aponta Lima. Conforme o boletim da SMS, mais da metade das notificações de casos veio dos postos de saúde, totalizando uma média de 26 registros por dia em 2017. Em segundo lugar aparecem as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com média de 11 notificações por dia. Em último vêm os hospitais municipais e estaduais, com média de sete e duas notificações por dia, respectivamente.

Cidades com alta infestação

Altaneira

Alto Santo

Apuiarés

Aracoiaba

Ararendá

Araripe

Barbalha

Baturité

Boa Viagem

CanindéCapistrano

Caridade

Farias Brito

Forquilha

Hidrolândia

Horizonte

Independência

Iracema

Itapagé

Itapiúna

Jijoca de Jericoacoara

Marco

Massapê

Milagres

Mucambo

Nova Olinda

Pacajus

Parambu

Pedra Branca

Penaforte

Pereiro

Piquet Carneiro

Quixadá

Quixeramobim

Reriutaba

São Luís do Curu

Senador Sá

Tamboril

Tejuçuoca

Varjota

Viçosa do Ceará

THAíS BRITO