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Após explosão de condomínio, moradores temem por segurança

01:30 | 29/04/2017
Moradores de um condomínio, no Passaré, estão assustados com explosão ocasionada por vazamento de gás, na última terça-feira, 25, e temem novos incidentes. Segundo relatos, na última quinta-feira, 27, o cheiro de gás voltou a incomodar.

 

Os bombeiros foram acionados e estiveram no local para verificar a situação. Apesar do pânico, não houve mais ocorrências. No entanto, famílias dos 112 apartamentos estão sem poder utilizar o gás encanado.

A maioria dos condôminos cobra assistência da empresa que administra a propriedade, já que após a explosão dois blocos foram interditados, deixando 32 famílias desalojadas. Segundo moradores, a energia só voltou na quinta, 27. Os moradores não quiseram se identificar.

“As pessoas estão nas casas espalhadas. Os registros estão vencidos há 12 anos. A gente está tendo que resolver tudo, porque a empresa não faz nada. Eles tinham que ter feito algo”, questiona uma moradora.

Os condôminos acusam a empresa de negligenciar a segurança, que, segundo eles, está com hidrantes e extintores de incêndio irregulares. Relatam, ainda, que chegaram a pagar por taxas para tais medidas.

A capitã Juliany Freire, do Corpo de Bombeiros, afirmou que, em visita educativa, foi constatada uma irregularidade. Contudo, ela não discriminou os riscos. “Eles precisam de uma série de documentos, um deles é o certificado de conformidade. Esse certificado vai garantir que aquela edificação esteja na conformidade com os preventivos de segurança contra incêndio e pânico. Por exemplo, quantidade de extintores, emergência, central de gás”, explica. Ela acrescenta que o síndico foi orientado a providenciar a regularização.

O sócio da empresa que administra o condomínio, Halisson Rocha, nega cobrança de taxas com esse fim. “Existe uma planilha orçamentária com o intuito de gerir a segurança nos requisitos básicos. Estamos lá há um ano, não temos como avaliar o que as outras empresas fizeram, o condomínio tem 13 anos”, explica.

Com relação à falta de energia, ele alega que ocorreu apenas na terça, 25, e voltou rapidamente. Sobre a situação dos moradores desalojados, ele conta que acionou o seguro predial para cobrir as despesas.