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Duas passarelas são inauguradas no Canal do Lagamar

Os equipamentos substituem pontes de madeira consideradas inseguras pela comunidade. Para moradores, conservação e segurança são desafios

01:30 | 21/03/2017
Oficialmente, o Canal do Lagamar divide dois bairros. Para quem mora em um dos lados, no Alto da Balança ou no São João do Tauape, atravessar para a outra margem faz parte da rotina. Uma travessia que passou a ser feita com mais tranquilidade com duas novas passarelas inauguradas na manhã de ontem pela Prefeitura. Aproveitando os novos espaços, moradores se dividem entre elogios e pedidos de conservação para os equipamentos.

As passarelas são formadas por estrutura metálica e piso em concreto, construídas em nível mais elevado em relação às pontes anteriores. Assim, a Prefeitura busca garantir que a travessia não seja prejudicada em dias de chuvas intensas, quando as águas que fluem para o rio Cocó naturalmente ganham mais volume. Segundo o prefeito Roberto Cláudio (PDT), a construção das passarelas foi compromisso firmado em visita na enchente no dia 3 de abril de 2016, na companhia do governador Camilo Santana (PT).

Com 50 metros de comprimento e três de largura, cada equipamento pode ter uso compartilhado por pedestres e ciclistas. Durante a inauguração, RC afirmou que motocicletas também podem passar, com sinalização ainda a ser feita para demarcar o espaço de cada modal. Segundo os moradores, houve abordagens de motociclistas na última semana.

As mudanças eram pedidas há muito tempo pelos moradores, comenta a dona de casa Zildelia Maria, 57. “Antes era muito perigoso para passar, as pontes eram com tábuas que já estavam podres”, relembra. Com a melhoria, ela observa que o dever da população é zelar pelas passarelas. Na manhã de ontem, era possível ver trechos pichados na estrutura metálica.

Para o porteiro Leonardo Candea, 52, os novos equipamentos vão melhorar muito a travessia dos moradores. No entanto, ele lamenta que as primeiras lâmpadas colocadas foram roubadas. Agora, a nova iluminação está em postes altos próximos às passarelas. Outra preocupação é com a segurança à noite, ele comenta. (Thaís Brito)