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As escolhas do leão

O Tricolor convive com uma paranoia de querer ver pronto e afinado hoje o time que disputará o jogo que define se vai subir para a Série B

01:30 | 02/02/2017

FORTALEZA
 

Dois conceitos fizeram a cabeça dos dirigentes tricolores na formação da equipe atual para disputar esta temporada, que tem como foco principal a ascensão para a Série B do Brasileiro.
 

O primeiro reza que jogadores que participaram nos anos anteriores estavam fora dos planos.
 

O segundo foi emitido pelo treinador, mas não tenho dúvidas que resultou de uma conversa com os dirigentes. 


Segundo Hemerson Maria, a equipe a ser montada, diferente dos anos anteriores — quando se destacou pelo conjunto e pela técnica —, se caracterizaria pelo esforço em campo.


Certo ou errado? Na minha leitura, errado, porque ao proceder assim os tricolores abriram mão de alguns jogadores com talento reconhecido pelos torcedores — como Lima, Juliano, Daniel Sobralense e Anselmo — e até o momento não conseguiram substitutos às alturas.
 

Quanto ao segundo conceito, o fato de ter uma equipe técnica e com um bom conjunto não invalida a questão dos jogadores disputarem qualquer partida com garra e vontade de vencer. Nunca faltou espírito de luta ao Fortaleza. No ano passado foi prejudicado pela arbitragem.
 

Com time novo, técnico novo, novo gerente de futebol e dirigentes antigos, o Fortaleza estreou no Campeonato Cearense contra o Ferroviário. Uma decepção! A vitória contra o Ceará elevou o otimismo, e quando se esperava que engrenasse, o vexame, domingo passado, contra o Horizonte.
 

Os resultados poderiam ser considerados normais para um início de temporada, até porque estes jogadores nunca jogaram juntos, mas o Tricolor convive com uma paranoia de querer ver pronto e afinado hoje o time que disputará o jogo que define se vai subir para a Série B.
 

Como torcedor de clube de massa vive de vitórias e os tricolores andam com  os nervos à flor da pele, a pressão é natural. O que incomoda é uma parcela da mídia fazer coro incitando os dirigentes a sair por aí contratando como se tentasse a sorte numa roleta.


Depois destes jogos iniciais a comissão técnica já deve ter localizado os pontos fortes e fracos da equipe. Quem vai contratar no atual momento deve estar munido com uma lupa e procurar como se fosse uma agulha num palheiro. O tempo de errar já passou.

 

Por Sérgio Redes