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Lobo dos mares

Gabriel Braga Nunes será o oficial inglês Thomas Johnson na nova novela das seis. Confira entrevista exclusiva com o ator!

17:00 | 18/03/2017

Gabriel Braga Nunes na aula de etiqueta: uma viagem ao século XIX
Gabriel Braga Nunes na aula de etiqueta: uma viagem ao século XIX
 

No ano que marca os 20 anos de seu primeiro papel na Globo, o Olavinho de Anjo Mau (1997), Gabriel Braga Nunes, 45, retoma o status de vilão caracterizado de época na próxima novela seis. Em Novo Mundo, substituta de Sol Nascente (2016) a partir desta quarta-feira, dia 22, dará vida ao oficial inglês Thomas Johnson.

O marinheiro estrategista de guerra, que irá se aproximar da mocinha da trama (personagem de Isabelle Drummond, 22), será uma das figuras centrais para contar a história de um Brasil ainda sem raízes, escrita por Thereza Falcão (Joia Rara, 2013) e Alessandro Marson. Quem adianta mais detalhes é o próprio ator em exclusiva a seguir via telefone após tarde de gravações da novela.

Durante o agradável bate-papo, Braga Nunes, que também é guitarrista, fez questão, nos minutinhos de conversa, de evidenciar esse seu lado, celebra ótima fase com a volta de um papel de vilão, relembra momentos da carreira entregue à dramaturgia, além de curiosidades a seu respeito. Confira!

O POVO: Há um tempo sem o status de vilão na TV , perfil que, quando ganha sua interpretação, costuma ser marcante, chega o Thomas Johnson da nova novela das seis. Mais um vilão na carreira?

Gabriel Braga Nunes: Isso, em Liberdade, Liberdade (2016) era o Duque de Ega enquanto que o Mateus Solano que era o vilão. Em Babilônia (2015), aqui sim, como o Luís Fernando, era um malandro, porém engraçado. O anterior também não foi um vilão, embora tivesse desvio de caráter. Era o Laerte de Em Família (2014). Então após anos sem ter encarado um, voltar a fazê-lo é motivo de alegria. Já estava com saudade.

OP: Conta desse novo momento já imerso no mundo do Thomas Johnson.

Gabriel: Estou adorando esse papel. Com ele, mas também com os demais personagens de Novo Mundo, pudemos discutir diversas coisas importantes da dramaturgia da novela. A referência para o meu papel é um marinheiro inglês chamado Thomas Cochrane que foi apelidado pelas tropas de Napoleão de “Lobo dos Mares”. Ele era um ótimo estrategista de guerra e o Thomas de Novo Mundo tem essa mesma inspiração. É um homem que age movido por diversos interesses, da Inglaterra, de Portugal, mas, acima de tudo, de interesses próprios. E é por conta desses interesses que ele vai se aproximar da mocinha da história, que é a personagem de Isabelle Drummond.

OP: E como é a interação do personagem com o restante do elenco?

Gabriel: O papel do Thomas é um papel de ligação. É o personagem que articula as tramas, então ele se relaciona com quase todos da novela, funcionando como um pivô.

OP: Faz 20 anos desde que surgiu como o Olavinho de Anjo Mau. Que lembrança você resgata daquela época?

Gabriel: Ah! Eu adorei essa novela! Foi uma alegria fazer esse personagem. Até hoje tenho muita gratidão à Maria Adelaide Amaral (escritora da novela) por ter me feito esse convite. Foi um personagem que eu realmente adorei fazer e foi o meu primeiro papel na Globo. Antes, já tinha trabalhado no SBT e na Record.

OP: Gabriel, ao longo dos anos, acumula trabalhos diversificados ente novelas, séries e cinema, como que os teus personagens te fizerem crescer profissionalmente?

Gabriel: Essa é uma ótima pergunta porque a nossa profissão é sobre isso. Os bons personagens ensinam muito para nós atores. Temos a oportunidade de experimentar situações, num tipo de comportamento, que poderia passar a vida inteira que não teríamos outra oportunidade como aquela. Acabamos vivendo mais coisas do que as pessoas que não são atores. Isso foi inclusive um dos fatores que me fez escolher essa profissão. É porque eu tinha a sensação que a vida de um ator é mais completa, que ele pode experimentar coisas diferentes, além do próprio comportamento.

OP: Que tipo de personagem gostaria de ser desafiado a interpretar?

Gabriel: Recentemente realizei um personagem (o Elias) que era uma ambição antiga minha... Foi no filme chamado A Floresta que se Move (2015), com a atriz Ana Paula Arósio. Foi a primeira vez que eu fiz um Shakespeare – um desejo meu desde os tempos de faculdade de Teatro – e foi um filme que eu fiz junto com o Vinícius Coimbra que, por acaso, é o diretor dessa novela que estou fazendo agora.

OP: E com quem gostaria de dividir o set de filmagens?

Gabriel: Hoje a minha maior ambição tem a ver com música, está no rock and roll, pois, além de atuar, também toco guitarra. Então, no momento, não tenho nenhum grande sonho específico nesse sentido... Já me sinto bastante realizado com os personagens que eu fiz o que não significa, entretanto, que eu não queira continuar fazendo porque adoro a minha profissão!

OP: Celebrou recente 45 anos de idade, quais seus desejos para o ano que se inicia?

Gabriel: Tenho uma grande expectativa de que a novela faça sucesso. Também tenho muita vontade de conseguir, mesmo com uma novela de sucesso, ter tempo para brincar com a minha filha (Maria, de dois anos e meio), que é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Gostaria de ter tempo também para continuar tocando e escrevendo música – tenho feito muitas ultimamente...

OP: O que tem te inspirado?

Gabriel: Na verdade, o que sempre me inspirou: o hard rock dos anos 70.

OP: E o que está lendo agora?

Gabriel: Por conta da novela, tenho lido muita literatura contando a história do Brasil. Li sobre o ano de 1821 e mais trechos de dois, três livros a ver com o meu personagem...

OP: Que som tem feito sua cabeça?

Gabriel: Não só do momento, mas o som que eu mais gosto e que eu mais ouço é o hard rock dos anos 70. Para citar algumas bandas principais assim: Alice Cooper, Kiss, AC/DC e Aerosmith. Mas eu gosto do trabalho deles nos anos 70.

OP: Por fim, um recadinho para te acompanhar na novela...

Gabriel: Bom, queria dar uma dica: é uma novela onde as coisas acontecem muito rápido, então, se perder dois, três capítulos já vai ter dificuldade de acompanhar... É ficar de olho! (Risos).

+ ELENCO

Em cena: Isabelle Drummond e Chay Suede são Anna e Joaquim

O índio criado por brancos Piatã é interpretado por Rodrigo Simas

Letícia Colin (Leopoldina)

Leo Jaime interpreta Dom João VI

Caio Castro interpreta Dom Pedro

Ingrid Guimarães viverá a divertida e dramática Elvira Matamouros

PLAY

Assista às primeiras cenas da nova novela das seis em

https://glo.bo/2mXQz7Y.

ACOMPANHE

Novo Mundo

ESTREIA: 22 de março.

HORÁRIO: Às 18 horas

TRANSMISSÃO: Globo (canal aberto).

www.gshow.globo.com/novelas/novo-mundo

JULLY LOURENçO