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O que o consumidor pode fazer para evitar carne adulterada

01:30 | 18/03/2017
Polícia Federal desencadeou operação ontem em sete estados RODRIGO FÉLIX LEAL/AE
Polícia Federal desencadeou operação ontem em sete estados RODRIGO FÉLIX LEAL/AE

A operação ‘Carne Fraca’ deflagrada ontem pela Polícia Federal ligou o sinal de alerta para os cuidados que o consumidor deve ter na hora de comprar ou ingerir produtos como carnes e frangos.


O esquema de adulteração de carnes desbaratado pela PF envolvia algumas das principais empresas do setor e funcionários de órgãos de fiscalização ligados ao Ministério da Agricultura. E é justamente esse o ponto que ata as mãos do consumidor na hora de evitar cair nesse tipo de armadilha.


“Quanto a esse esquema especificamente o consumidor não tem muito o que fazer. Porque os dois principais cuidados são saber o produto é de procedência ou de uma empresa confiável e verificar os selos dos órgãos de fiscalização”, explica Paulo Henrique Machado, químico e professor do curso de Gastronomia da Universidade Federal do Ceará.


No entanto, Paulo Henrique alerta que existem outros cuidados possíveis de ter, sobretudo na hora de comprar esses produtos. Um dos principais pontos a serem observados, segundo ele, é a coloração da carne.


“O ideal é que a carne apresente coloração que chamamos de ‘vermelho-brilhante’. Se ela com tons esverdeados ou marrons, é sinal de que ela não é boa para consumo”, complementa.


Além da coloração, o professor destaca condições de armazenamento e temperatura como fundamentais para conservação do produto. “É muito importante que essas carnes estejam sempre resfriadas. O recomendado é deixar para pegá-las por último na hora das compras para que não fiquem muito tempo longe da refrigeração”, finaliza Paulo Henrique, ressaltando os riscos de contaminação quando se descongela a carne e se põe devolta no refrigerador. (João Marcelo Sena)