Internacional
Aumento
Sobe o número de subnutridos na América Latina
Na América Latina e no Caribe 51 milhões de pessoas sofrem com a fome, um aumento de seis milhões no último ano devido à crise alimentar
14 Out 2008 - 18h41min
Na América Latina e no Caribe 51 milhões de pessoas sofrem com a fome, um aumento de seis milhões no último ano devido à crise alimentar, disse o coordenador da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) para a América Central, Deodoro Roca, na véspera do Dia Mundial da Alimentação.
"A crise nos fez regredir seriamente", disse Roca à AFP ao indicar que o número de pessoas que sofrem com a fome na região aumentou de 45 para 51 milhões. "Com isso, perdemos quase tudo o ganhamos desde 1990, quando o total chegava a 53 milhões".
Para a FAO os níveis de inflação dos alimentos e o aumento nos preços do petróleo, dos fertilizantes e dos agro-químicos permitem previsões que indicam que os preços não voltarão aos níveis anteriores aos da crise, ficando 30 ou 40% acima.
No entanto, a FAO considera que o aumento rápido dos preços atacadistas de produtos básicos "parece ter passado", devido em parte a uma produção maior e em parte à retirada de capitais especulativos dos mercados internacionais de produtos básicos.
Segundo a FAO, no último ano a produção de cereais na América Latina subiu 7%.
"Não faltam alimentos, o problema é que custam muito caro e, por isso, são menos acessíveis, em especial para os setores de menores investimentos onde a cesta básica tem um maior peso específico no orçamento familiar", disse Roca.
Assegurou que na maioria dos países latino-americanos o aumento da cesta básica familiar foi de dois dígitos, em índices superiores à inflação geral.
Como soluções para enfrentar o problema da fome e a desnutrição, "é preciso retomar a produção de alimentos básicos, negligenciada na última década", disse Roca, já que "sem uma capacidade produtiva local se está à mercê de vaivens internacionais sobre os quais os países não têm controle".
"A crise nos fez regredir seriamente", disse Roca à AFP ao indicar que o número de pessoas que sofrem com a fome na região aumentou de 45 para 51 milhões. "Com isso, perdemos quase tudo o ganhamos desde 1990, quando o total chegava a 53 milhões".
Para a FAO os níveis de inflação dos alimentos e o aumento nos preços do petróleo, dos fertilizantes e dos agro-químicos permitem previsões que indicam que os preços não voltarão aos níveis anteriores aos da crise, ficando 30 ou 40% acima.
No entanto, a FAO considera que o aumento rápido dos preços atacadistas de produtos básicos "parece ter passado", devido em parte a uma produção maior e em parte à retirada de capitais especulativos dos mercados internacionais de produtos básicos.
Segundo a FAO, no último ano a produção de cereais na América Latina subiu 7%.
"Não faltam alimentos, o problema é que custam muito caro e, por isso, são menos acessíveis, em especial para os setores de menores investimentos onde a cesta básica tem um maior peso específico no orçamento familiar", disse Roca.
Assegurou que na maioria dos países latino-americanos o aumento da cesta básica familiar foi de dois dígitos, em índices superiores à inflação geral.
Como soluções para enfrentar o problema da fome e a desnutrição, "é preciso retomar a produção de alimentos básicos, negligenciada na última década", disse Roca, já que "sem uma capacidade produtiva local se está à mercê de vaivens internacionais sobre os quais os países não têm controle".
AFP
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