Internacional
Álcool
Após denúncia de bebedeira, Nasa criará código de conduta
Agência espacial vai implementar, ainda, a proibição do consumo de álcool 12 horas antes de vôos
27 Jul 2007 - 14h46min
A Nasa permitiu que astronautas voassem embriagados em pelo menos duas oportunidades, diz relatório de um comitê independente, divulgado oficialmente nesta sexta-feira, 27, mas que já havia sido antecipado por uma revista especializada do setor de aviação.
Em nota emitida em resposta às recomendações do comitê, a agência espacial anuncia que criará um código de conduta, formal e por escrito, para os astronautas.
Além disso, a agência informa a adoção de uma política provisória sobre o consumo de álcool em vôos espaciais, proibindo bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores ao vôo, e determinando que nenhum astronauta poderá estar "sob a influência ou efeitos do álcool no momento do lançamento".
"A Nasa investigará alegações de uso de álcool por astronautas no período imediatamente anterior ao vôo", diz a nota. O relatório do comitê não cita nomes ou datas, nem diz quando o consumo de álcool ocorreu ou em que tipo de vôo - de ônibus espacial, nave Soyuz ou em aparelhos de treinamento.
Segundo o relatório, os astronautas embriagados tiveram autorização para voar mesmo contra a opinião de médicos e de outros astronautas.
O comitê foi criado depois que a astronauta Lisa Nowak foi presa, em fevereiro, acusada de tentar seqüestrar uma rival em um triângulo amoroso. A questão do álcool ocupa apenas uma pequena parte do texto, que se debruça sobre as práticas de avaliação médica e psicológica de astronautas.
Sobre os riscos de mais astronautas verem-se envolvidos em crimes passionais, o comitê reconhece que o processo de seleção e as avaliações psicológicas periódicas "não pretendem, nem poderiam", prever um distúrbio futuro.
"Mas podem identificar riscos e permitir intervenções", diz o relatório. Na nota emitida em resposta ao texto, a Nasa se limita a dizer que "partilha dessa visão".
Além do relatório do comitê, a Nasa divulgou nesta sexta-feira um relatório do Centro Espacial Johnson sobre as práticas de avaliação médica no Centro e, especificamente, o caso de Lisa Nowak.
A avaliação destaca que astronautas enviados em missão à Estação Espacial Internacional (ISS) passam por avaliações psicológicas seis meses e um mês antes do vôo, e que os membros da tripulação da ISS contam com consultas psicológicas de 15 minutos a cada duas semanas.
O texto diz, ainda, que os médicos da missão STS-121, do ônibus espacial Discovery - realizada em 2006, e da qual Nowak tomou parte - não encontraram nenhuma causa de preocupação em avaliações feitas antes, durante ou depois do vôo. Os colegas da missão consideraram-na "reservada, tímida, direta" e focada na missão, que "desempenhou bem".
Funcionários da Nasa entrevistados disseram-se "chocados" com o escândalo causado pelo seqüestro.
Em nota emitida em resposta às recomendações do comitê, a agência espacial anuncia que criará um código de conduta, formal e por escrito, para os astronautas.
Além disso, a agência informa a adoção de uma política provisória sobre o consumo de álcool em vôos espaciais, proibindo bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores ao vôo, e determinando que nenhum astronauta poderá estar "sob a influência ou efeitos do álcool no momento do lançamento".
"A Nasa investigará alegações de uso de álcool por astronautas no período imediatamente anterior ao vôo", diz a nota. O relatório do comitê não cita nomes ou datas, nem diz quando o consumo de álcool ocorreu ou em que tipo de vôo - de ônibus espacial, nave Soyuz ou em aparelhos de treinamento.
Segundo o relatório, os astronautas embriagados tiveram autorização para voar mesmo contra a opinião de médicos e de outros astronautas.
O comitê foi criado depois que a astronauta Lisa Nowak foi presa, em fevereiro, acusada de tentar seqüestrar uma rival em um triângulo amoroso. A questão do álcool ocupa apenas uma pequena parte do texto, que se debruça sobre as práticas de avaliação médica e psicológica de astronautas.
Sobre os riscos de mais astronautas verem-se envolvidos em crimes passionais, o comitê reconhece que o processo de seleção e as avaliações psicológicas periódicas "não pretendem, nem poderiam", prever um distúrbio futuro.
"Mas podem identificar riscos e permitir intervenções", diz o relatório. Na nota emitida em resposta ao texto, a Nasa se limita a dizer que "partilha dessa visão".
Além do relatório do comitê, a Nasa divulgou nesta sexta-feira um relatório do Centro Espacial Johnson sobre as práticas de avaliação médica no Centro e, especificamente, o caso de Lisa Nowak.
A avaliação destaca que astronautas enviados em missão à Estação Espacial Internacional (ISS) passam por avaliações psicológicas seis meses e um mês antes do vôo, e que os membros da tripulação da ISS contam com consultas psicológicas de 15 minutos a cada duas semanas.
O texto diz, ainda, que os médicos da missão STS-121, do ônibus espacial Discovery - realizada em 2006, e da qual Nowak tomou parte - não encontraram nenhuma causa de preocupação em avaliações feitas antes, durante ou depois do vôo. Os colegas da missão consideraram-na "reservada, tímida, direta" e focada na missão, que "desempenhou bem".
Funcionários da Nasa entrevistados disseram-se "chocados" com o escândalo causado pelo seqüestro.
Agência Estado
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