21/06/2007 19:39
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse nesta quinta-feira, 21, que as forças americanas no Iraque ainda vão enfrentar duros combates e sofrer muitas baixas, após a morte de 14 soldados americanos nos últimos três dias no Iraque.
Na mesma entrevista, o general Peter Pace, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, admitiu que os níveis de violência são agora maiores que antes da chegada das últimas tropas americanas ao Iraque, em janeiro passado, mas destacou que isto ocorre exatamente pela presença dos militares nos santuários dos rebeldes.
"Certamente esperamos e rezamos para que o número de baixas não permaneça alto (...) mas estamos no meio de uma luta e temos que lidar com isto", disse Gates.
"Nosso inimigo vai querer atingir psicologicamente os Estados Unidos com um número de incidentes significativos e a maior quantidade de baixas que possam produzir. Assim, é previsível que haja mais combates e, por conseqüência, mais baixas", advertiu Pace.
Gastes e Pace defenderam as alianças entre as forças americanas e os membros de grupos rebeldes iraquianos contrários à Al-Qaeda, inclusive grupos que tenham combatido as forças americanas recentemente.
"Trata-se de uma estratégia que funcionou muito bem na província de Al-Anbar, onde trabalhamos com as tribos locais, entre outras coisas", disse Gates.
"Realmente é um passo adiante, que permitirá alcançar nosso objetivo e conseguir que eles trabalhem com o governo iraquiano".
Pace revelou que além dos líderes tribais da província de Al-Anbar (oeste), cerca de 130 xeques sunitas da área de Tikrit se uniram contra a Al-Qaeda.
O chefe do Estado-Maior admitiu o risco de armar estes grupos, mas afirmou que "maior risco é não aproveitar as oportunidades quando aparecem".
Desde o início de junho, 59 militares americanos já morreram no Iraque. Em maio, 120 soldados dos EUA morreram na campanha iraquiana, um número só superado em novembro de 2004, durante os combates em Fallujah.
AFP