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Medidas para atenuar os danos da mudança climática


30 Abr 2007 - 10h11min

A utilização do chamado "preço do carbono" seria uma das principais opções para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa enumeradas em um documento de trabalho do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima (IPCC, sigla em inglês).

Este resumo será divulgado no dia 4 de maio, em Bangcoc, ao término de uma reunião de cinco dias do IPCC. No rascunho ao qual a AFP teve acesso, os especialistas propõe o estabelecimento de um "preço do carbono" (referência ao CO2 ou dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa).

Quanto mais alto for esse preço, mais interessará aos usuários de energias fósseis recorrer a tecnologías e modos de consumo mais sóbrios e mais rápida e importante será a redução das emissões.

Todos os setores têm um potencial de redução de emissões significativo até 2030, indica o IPCC, que não faz recomendações particulares e sim apresenta as principais opções mais eficazes para o meio ambiente.

Reduzir o uso das energias fósseis (petróleo, gás, carbono).

Diminuir as subvenções às energias fósseis e impor uma taxa carbono. A captura e armazenamento de dióxido de carbono, tecnologia ainda experimental consistente em captar as emissões de CO2 das grandes instalações industriais e armazená-las sob a terra, oferece um potencial significativo dentro de vinte anos, afirma o Giec.

Incentivar as energias renováveis

Favorecer o desenvolvimento eólico, solar, geotérmico e outras energias limpas com ajuda de subvenções, obrigações regulamentares ou tarifas impostas permitirá que as energias renováveis sejam competitivas em relação às fósseis. A um preço do carbono situado entre 20 e 100 dólares a tonelada de CO2, as energias renováveis poderão representar de 30 a 35% do abastecimento de eletricidade até a 2030.

Reduzir a poluição dos transportes

Reforçar as obrigações de emissões de CO2 para os veículos, incentivar os transportes públicos e os meios de transporte não motorizados, aumentar os impostos de compra de automóveis e combustíveis. A um preço de 25 dólares a tonelada de CO2, os biocombustíveis representariam uma parte do mercado de 10%.

Edifícios mais ecológicos

Os edifícios são um dos maiores emissores de CO2. Normas de construção mais severas, moradias melhor isoladas, sistemas de calefação e ar condicionado mais sóbrios, permitiriam importantes economias energéticas. Cerca de 30% das emissões de CO2 devido ao setor da construção poderia ser evitado dessa maneira até 2020, com um maior benefício, levando em conta a diminuição dos custos de calefação/eletricidade.

Reduzir as emissões da indústria

Subvenções, incentivos fiscais, certificados de emissões de CO2 e mercados de permissões, como o mercado europeu do carbono iniciado pelo Protocolo de Kyoto, contribuem para reduzir as emissões industriais.

Os acordos voluntários entre os governos e os industriais são interessantes politicamente falando e permitem tomar consciência da poluição pelo carbono, mas a maior parte não supõe reduções significativas.

Agricultura e florestas

Incentivos financeiros permitiriam modificar as práticas agrícolas e preservar as florestas. A vegetação absorve o CO2 na fase de crescimento, depois o armazena, enquanto que o desmatamento voltar a mandar quantidades importantes de CO2 para a atmosfera.

AFP

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