18/04/2007 14:39
Um acidente ocorrido nesta quarta-feira em uma usina siderúrgica da China deixou 32 mortos, mostrando mais uma vez os perigos provocados pela industrialização em ritmo forçado da quarta potência econômica mundial.
Uma caldeira de lava se desprendeu de um forno alto e caiu sobre os operários com aço fundido em uma das unidades da empresa Qinghe Special Steel, em Tieling, na província de Liaoning (nordeste), informou a agência Nova China.
Devido ao extremo calor da lava, as equipes de resgate não puderam se aproximar de algumas vítimas que foram envolvidas pelo metal derretido.
Dois maquinistas, que conseguiram escapar, ficaram levemente feridos.
A Administração Estatal para a Segurança Industrial afirmou em um comunicado que os responsáveis pelo acidente foram "detidos", sem divulgar outros detalhes.
De acordo com a Nova China, o siderúrgica foi criada em 1987 e possui instalações modernas, com 650 funcionários. A usina produz 70.000 toneladas de aço e registrou um volume de negócios de 300 milhões de iuanes (38 milhões de dólares).
Os acidentes industriais fatais são comuns na China. Mais de 15.000 pessoas faleceram em 2005 em quase 12.000 incidentes em minas, empresas ou fábricas, segundo estatísticas oficiais.
Nos últimos dias, quase 50 mineiros morreram em minas de carvão.
A corrupção dos funcionários, em geral pouco preocupados com a segurança, é a principal causa das catástrofes industriais, em particular nas minas, de acordo com o governo.
Os acidentes de trabalho provocam a morte de mais de 300 pessoas por ano na China, segundo Pequim, que considera a situação "inevitável".
"Agora que a industrialização é muito rápida, os acidentes acontecem com mais freqüência e são inevitáveis", declarou em dezembro Li Yizhong, ministro da Administração de Estado para a segurança industrial.
O acidente desta quarta-feira em Tieling aconteceu às vésperas da publicação de indicadores da economia chinesa para o primeiro trimestre.
O crescimento se anuncia importante, a mais de 10%, assim como o índice de produção industrial.
AFP