Internacional
proposta
Europa estuda proibir uso de informação falsa na internet
24 Fev 2007 - 16h39min
Alguns países europeus estão propondo declarar ilegal o uso de dados falsos na hora de abrir contas de e-mail e registrar websites, uma decisão que poderá ajudar em investigações de pedofilia e terrorismo, mas que poderá encontrar resistência entre os defensores do direito à privacidade.
os governos holandês e alemão tomam a dianteira na defesa da proposta, elaborando leis que tornarão ilegal o fornecimento de dados falsos a provedores de internet, e obrigarão as empresas telefônicas a guardar registros detalhados sobre o comportamento dos consumidores.
O objetivo seria facilitar o acesso das autoridades à informação, durante a investigação de crimes ou atos terroristas. Mas os europeus valorizam a privacidade, e já se manifestaram contra outras medidas que levariam à estocagem de dados pessoais para fins comerciais ou fiscalização do governo.
"Os povos da Europa têm uma longa história de luta pela liberdade pessoal, e é improvável que aceitem essas regulamentações", disse o consultor de tecnologia Graham Cluley, do grupo inglês Sophos. "Ninguém discorda que é preciso combater o terrorismo e o crime organizado de modo decisivo, mas introduzir uma vigilância restritiva sobre o público em geral e as empresas de internet, sem as salvaguardas adequadas, parece orwelliano", afirmou ele.
os governos holandês e alemão tomam a dianteira na defesa da proposta, elaborando leis que tornarão ilegal o fornecimento de dados falsos a provedores de internet, e obrigarão as empresas telefônicas a guardar registros detalhados sobre o comportamento dos consumidores.
O objetivo seria facilitar o acesso das autoridades à informação, durante a investigação de crimes ou atos terroristas. Mas os europeus valorizam a privacidade, e já se manifestaram contra outras medidas que levariam à estocagem de dados pessoais para fins comerciais ou fiscalização do governo.
"Os povos da Europa têm uma longa história de luta pela liberdade pessoal, e é improvável que aceitem essas regulamentações", disse o consultor de tecnologia Graham Cluley, do grupo inglês Sophos. "Ninguém discorda que é preciso combater o terrorismo e o crime organizado de modo decisivo, mas introduzir uma vigilância restritiva sobre o público em geral e as empresas de internet, sem as salvaguardas adequadas, parece orwelliano", afirmou ele.
Agência Estado
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