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ARRASTÃO

Centro volta ao normal um dia após tumulto

Dia tranqüilo neste domingo no Centro. Lojistas reorganizaram pontos e preferiram não falar sobre o tumulto de sábado. Se você registroou em fotos as cenas de medo que ocorreram no sábado no Centro envie para o email fotopovo@opovo.com.br


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24/12/2007 11:29

As ruas voltaram a estar superlotadas. Clientes e funcionários lembravam dos momentos de terror. (Foto: NATINHO RODRIGUES)
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As ruas voltaram a estar superlotadas. Clientes e funcionários lembravam dos momentos de terror. (Foto: NATINHO RODRIGUES)

Mariana Toniatti
da Redação O POVO


O Centro voltou ao normal. Neste domingo, nada lembrava a confusão da tarde de sábado, quando o pânico tomou conta do bairro. As lojas que tiveram vidros quebrados trataram de limpar a sujeira e repor a vitrine. Vendedores e gerentes preferiam não falar na onda de furtos e saques que se formou com o corre-corre da multidão que fazia compras ao se espalhar a notícia de um arrastão. Ontem, fora do comum, só a visita surpresa do governador Cid Gomes. Ele caminhou da Praça José de Alencar até a Praça do Ferreira pela rua Guilherme Rocha no horário do almoço.

Cid foi se solidarizar com os comerciantes e trabalhadores e reforçar a idéia de que o tumulto não foi um arrastão. "Não houve nada além de pânico. Nenhum fato se assemelha ao que se falou. Não teve arrastão". Cid disse novamente que o governo pretende "identificar de onde veio o ruído". Difícil. No Centro, as versões sobre a confusão são as mais diversas possíveis. Na Praça José de Alencar, os comerciantes da feira montada nos fins de semana dizem que a multidão correu da área da Praça do Ferreira em direção à José de Alencar, fugindo da confusão gerada por tentativas de assalto a lojas.

A versão é diferente do relato de um policial militar que falou neste domingo ao O POVO no próprio sábado. Segundo ele, a história seria o contrário. Um assalto na feira popular na Praça José de Alencar teria gerado uma confusão em cadeia que chegou até a Praça do Ferreira. Para alguns, tudo começou com a ação de um grupo armado que planejara assaltar as maiores lojas do Centro. Para outros, foi simplesmente telefone sem fio, mesmas palavras usadas pelo governador. "Alguém dá um grito aqui no meio - arrastão! arrastão! Pronto, começa a confusão", diz José Soares, vendedor na feira da Praça José de Alencar.

De um jeito ou de outro, o desespero das pessoas e a correria acabaram dando margem para a ação de vândalos e pequenos assaltantes que estavam por ali. "Roubaram dinheiro, roupas, se aproveitaram, né!?", conta Raimundo da Silva, também vendedor da feira na José de Alencar. "Levaram tênis, saquearam loja de eletrônico, mas com os camelôs eles não mexeram", diz Lucas Silvestre, 18 anos, ambulante na rua Liberato Barroso. Neste domingo, muita gente circulava pelo Centro e o clima já não era tenso. Quem está acostumado com o bairro, vai prevenido. "A bolsa tem que ficar presa no braço, nada de brinco nem relógio. Se você vier chique, eles levam mesmo", ensina Lia Santos, que faz compras no Centro "desde sempre".


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O que dizer então do arrastão que teve hj, 24/12? Será que estamos vivendo uma época de ditadura em que a imprensa está sendo impedida de publicar a verdade? Ou será que a imprensa está mudando de cor e compactuando com o que manda o borboleta e o ditadorzinho?

Edson Santos

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"Não houve nada além de pânico" Quer dizer que vivenciar um momento de pânico no centro da cidade é normal? Gente, que cidade é essa? O cidadão não pode mais ir ao centro da cidade porque corre um sério risco de ter de correr para fugir...e banalizar/normalizar isso é um absurdo! Por onde a ronda do quarteirão? Aqueles carros luxuosos só servem de "enfeite"? Se essa onde de "pânico" já está tomando conta do fortalezense no natal, imagine dia 31/12 na praia de Iracema! Vamos todos com coletes a prova de bala!

Luiza Helena Nogueira

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Fico imaginando,o que os gonvernates pensam em um momento de vergonha como esse!nós cidadões estamos cansados de tanta falta de vergonha na cara... E pra que servem tanto carro luxuoso para nossa policia se ela não serve,pra que serve os impostos tão caros que pagamos,se eles não nós garantem saúde nem segurança alguma,fica aqui ah pergunta... Será que nosso país ainda tem jeito?duvido.

vania cardoso souza

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Será possível que ninguém percebe o que de fato está acontecendo? Todo o foco da mídia e da sociedade em geral está na Polícia, responsabilizada por todo o caos da segurança pública do País, quando, na realidade, o problema está no Judiciário, que, longe de amedrontar os bandidos, estimula, por sua atuação pífia, a criminalidade. Esqueçam a polícia! O aparelho policial está adequado. O que está faltando são leis mais severas e juízes que as façam cumprir, para que o crime se torne um mau negócio, ao contrário do que é hoje. A grande maioria dos bandidos já foi pega pela polícia e solta pela "Justiça".

FRANCISCO HELDER DE OLIVEIRA

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Mais um arrastão aconteceu no final da manhã desta segunda 24/12 no centro de Messejana. Até quando?

Jamil

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É lamentável o que está acontecendo com nossa capital. O Cidadão, perdeu o direito de ir e vir. A insegurança, o lixo e o descaso, tomaram conta da cidade de Fortaleza. A "Fortaleza Bela", na verdade é ficticia, nossa capital está feia, o lixo e os marginais tomam conta do centro da cidade. Hoje 24/12/2007, fui ao centro e vi o caos generalizado, vi medo nas pessoas. É triste o que estamos passando, mas vão para a festa de final de ano na Praia de Iracema.....

Francisco Galba Rodrigues Clementino

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Mais uma vez nesta segunda (24.12) houve correria no Centro, eu estava lá e tive que "meter os pés numa carreira". Se era arrastão, as autoridades dizem que, não,né?! Mas confesso que bem que parecia!!!

rafaela

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