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DÍVIDA

Emerson Leão ameaça processar o Santos

Técnico teria R$ 700 mil - equivalente a dois salários atrasados - a receber do clube santista


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27/08/2008 12:46

Marcelo Teixeira diz gostar muito de Emerson Leão. E o treinador sempre elogiou publicamente o presidente santista. Mas a amizade pode acabar na Justiça por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 700 mil. Leão está a ponto de processar o clube pelo atraso no pagamento de dois meses de salários. Se o acordo não for costurado nos próximos dias, o técnico já instruiu o escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados Associados a entrar com a ação contra o clube. Ele comandou o time entre dezembro de 2007 e maio de 2008. Quando deixou a Vila Belmiro, tinha R$ 1 milhão para receber.

Antes de viajar para o Qatar, onde nesta quarta dirige o Al Saad, fez acordo para embolsar o que lhe era devido pelo Santos em três prestações. O acerto começou a fazer água quando Teixeira, que havia prometido pagar a primeira parcela à vista, a dividiu em duas vezes. Leão tentou cobrar Teixeira, mas teve dificuldade para entrar em contato com o dirigente. Quando conseguiu, a conversa esteve longe de ser amigável.

O Santos também ficou devendo salário para os assessores diretos de Leão: o treinador de goleiros, Pedro Santilli, e o preparador físico Fernando Leão, seu sobrinho. O Santos propôs pagar o saldo do débito em oito prestações. Leão aceita, no máximo, receber em seis parcelas. E se considera generoso na cobrança.

Mas o impasse real está no fato de que o técnico exige alguma garantia de pagamento, o que Marcelo Teixeira se recusa a dar. O credor também quer que seja incluída multa em caso de outra inadimplência. O dirigente não aceita.

No acordo original, Leão havia pedido a Teixeira três cheques para o pagamento da dívida. Um à vista, outro para 30 dias e o último para 60 dias. O detalhe é que não podia ser cheque do Santos. Tinha de ser da conta pessoal do presidente no Banco Itaú. O treinador sabe que se o cheque saísse da Vila Belmiro a chance de voltar sem fundos seria grande.

"Quando ele se negou a dar os cheques, desconfiei de que esse acordo tinha tudo para dar errado", disse Emerson Leão, em conversa recente com um amigo que reside na Baixada Santista.

O treinador deu prazo de apenas mais uma semana ao dirigente para ser alinhavado novo acerto para o pagamento da dívida. Se não acontecer, vai entrar na fila dos que acionaram a Justiça do Trabalho contra o Santos desde que Marcelo Teixeira assumiu o clube em 2000.

Agência Estado


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