A origem da numerologia remonta aos tempos dos sábios da Babilônia e do Egito. Quando ainda não se conheciam os algarismos no formato arábico que se popularizou em todo o mundo civilizado, ainda assim a numerologia já existia, mas fazia parte do ensino dos Grandes Mistérios.

Na Grécia antiga o filósofo grego Pitágoras (século VI a.C.) que é considerado o Pai da Numerologia estabeleceu uma verdadeira correspondência metafísica do número como arquétipo, símbolo da essência de vida. Platão (427-347 a.C.) fascinava-se com os números, dizia que eles governam o mundo, e os considerava "eternos e universais". Ele acreditava que os números eram os únicos "elementos" que se poderia conhecer realmente, porque basta a razão para entendê-los. Podemos ver traços da numerologia nas obras de Aristóteles e de Hermes Trismegistus.

Pitágoras tinha uma maneira diferente de interpretar os números analisava-os através de suas qualidades sutis e não somente como quantidade, afirmava que neles continham vibrações energéticas e que tudo no Universo tinha uma explicação segundo os números, inclusive a sua criação, afirmava que a correta interpretação nos colocaria em contato com a energia superior criadora.

A doutrina pitagórica tem como preceito fundamental a tese de que "o princípio de todas as coisas são os números". Em termos gerais, essa tese sustenta que o conhecimento da natureza de tudo que existe no universo só pode ser obtido através de sua compreensão numérica.